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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 617

Augusto forçou a maçaneta com tanta raiva que até a porta tremeu inteira.

Thiago continuava colado em mim, com as mãos quentes percorrendo minha cintura. Eu me senti humilhada, com o rosto queimando de vergonha e ódio, à beira das lágrimas.

Nesse momento, o toque estridente de um celular soou do lado de fora, cortando a tensão como uma lâmina afiada.

Thiago se afastou de mim devagar, com calma, e um sorriso de quem já esperava por aquilo se formou nos lábios dele.

Ao mesmo tempo, Augusto atendeu à chamada do lado de fora, e o tom da voz dele mudou na hora:

— O quê? A polícia levou a sua mãe? Como assim?

A voz dele foi ficando cada vez mais distante, até desaparecer completamente pelo corredor. Ele claramente tinha saído apressado.

Eu olhei para Thiago, tão tranquilo como se nada tivesse acontecido, e soube na mesma hora que aquele telefonema tinha tudo a ver com ele.

Perguntei, sem disfarçar minha desconfiança:

— Quem foi que ligou pra ele agora?

A voz de Thiago saiu morna, carregada de malícia e um toque de deboche:

— Meus honorários de consultoria não são baratos. Se eu te contar, como pretende me recompensar?

Eu nem tive tempo de reagir. Ele passou o braço pela minha cintura e me puxou de volta para o peito dele. O beijo caiu sobre meus lábios de novo, sem aviso algum.

Tentei me soltar por instinto, mas ele me segurou ainda mais firme.

Os lábios quentes dele não me deram brecha. Em segundos, ele desmontou toda a minha resistência.

Só depois de um longo tempo ele se afastou devagar, e os olhos escuros continuaram queimando, percorrendo cada traço do meu rosto como se quisesse decorar cada detalhe.

Empurrei o peito dele com força, querendo abrir espaço, mas a mão que segurava minha cintura não cedeu nem um milímetro.

Falei, engolindo a raiva e a urgência:

— Você acabou de dizer que, se eu decidisse terminar com você, não me forçaria a nada. Thiago, não me diga que vai voltar atrás.

Thiago deixou escapar uma risada baixa. Ele não se deixou provocar e respondeu com frieza:

— E você já decidiu alguma coisa? Pelo que vejo, ainda está completamente perdida.

Ele fez uma pausa e reforçou cada sílaba:

— Caso contrário, vou te mostrar que não sou um cara bonzinho. Posso fazer você se tornar de fato a minha mulher. Agora.

Fechei a boca no mesmo instante, apavorada, sem coragem de soltar mais uma palavra. E, justamente quando me calava, parecia que o interesse dele só aumentava.

Na estrada, Augusto dirigia em alta velocidade, com a cabeça fervendo.

De um lado, imaginava a possibilidade de eu estar naquele exato momento com Thiago no escritório, entre quatro paredes, sem ninguém para interromper. Do outro, ouvia na memória o choro desesperado de Mônica pedindo ajuda.

Quando chegou em casa, Mônica atravessou o jardim correndo, com o rosto encharcado de lágrimas. A primeira frase que disse foi:

— Augusto, minha mãe é inocente! Ela não fez nada! Só pode estar sendo acusada injustamente!

Fabiana veio logo atrás, apressada, repetindo direitinho o discurso que Mônica tinha ensaiado:

— Augusto, graças a Deus você chegou! Esses policiais só querem encerrar o caso a qualquer custo e arrumaram um bode expiatório! Já faz tanto tempo desde o sequestro da Débora… Se tivesse sido a Manuela a mandante, por que o Zeca não falou nada antes? Por que só agora resolveu apontar o dedo pra Manuela? Tem alguma coisa muito errada nessa história!

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