Fabiana tinha ficado com o rosto completamente fechado.
Eu não olhei mais para ela. Peguei a mão da Laís e caminhei com ela até o meu carro.
Depois que eu prendi a Laís direitinho na cadeirinha, liguei o motor. Pelo retrovisor, eu ainda vi Fabiana parada no mesmo lugar.
Quando eu já estava na rua, Laís perguntou, bem baixinho:
— Mamãe, o papai… Sumiu mesmo? Da outra vez que você sumiu, eu fiquei com muito medo.
Ela tinha medo de me magoar, por isso nem teve coragem de dizer que, na verdade, estava preocupada com o pai.
Mas eu entendi o que ela queria dizer e respondi:
— Laís, ele é o seu pai. Você se preocupar com ele é normal. Mas ele é adulto, ele sabe se cuidar. Se a sua avó realmente não conseguir achar ele, ela com certeza vai chamar a polícia.
Só então Laís soltou o ar, aliviada. No rostinho dela, porém, ainda tinha um peso que não combinava com a idade. Quando olhei pra ela pelo retrovisor, senti o peito apertar, doído de pena.
…
Em Navira.
Augusto parou o carro no acostamento da estrada à beira-mar e desceu, caminhando devagar pela areia fofa.
O vento do mar vinha carregado de sal e umidade, batendo no rosto dele. Por um segundo, ele teve a impressão de ver, adiante, uma adolescente de rabo de cavalo alto, agachada em cima de uma pedra, concentrada em esculpir alguma coisa.
Ele apressou o passo, mas, quando ele chegou perto, não havia ninguém ali.
Augusto passou a ponta dos dedos pela superfície da rocha. As letras que o tempo e o vento tinham desgastado ainda estavam marcadas ali, meio tortas, mas visíveis.
Ele se lembrou, então, do verão de dez anos atrás. As notas finais da Débora tinham caído muito. Ela sempre tinha sido a melhor da turma, orgulhosa, e por causa disso tinha passado dias mergulhada num silêncio pesado.
Para tirar aquele peso dela, ele acordou cedo no dia seguinte e comprou passagens de ida e volta para Navira.
Como a cidade ficava perto de Cidade H, dava pra ir e voltar no mesmo dia.
Aquela praia, que agora era ponto turístico cheio de gente, naquela época era tão pequena e apagada que quase ninguém conhecia.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Cara, sinceramente... Estava amando a história... Mas a autora está enchendo muito linguiça... Uma história ficando sem fim e perdendo a essência... Está ficando longa demais, perdendo sentido e deixando a plataforma desacreditada. Último livro que leio....
Nao gasto nem mais 1€ com este livro...
A autora quer deixar augusto de bonzinho, mas não dá, ele é muito sem futuro....
A história fica meio enrolada,Mônica teve uma filha com o irmão da Débora,e Autora deixa a história no ar. Alice aparece e desaparece sem ter nenhuma fala dela Mae da Débora viva ,como assim? Quem realmente é a filha da Débora e Augusto, lais ou Rafaela? Que história mais enrolada....
esse livro esta parecendo mas uma história de tortura do que de romance, essa pobre da Débora não tem um minuto de sossego...
Tá bom de liberar mas episódios e manda augusto pra porra affff e desenrola Thiago e Débora...
AUTORA SOMOS UMA PIADA PARA VOCÊ? 🤡 Alguém demite essa mulher! QUE PALHAÇADA VIROU ESSE LIVRO. Anda 10 passos, volta 9🤡...
Nossa , ela vai voltar com o Augusto de novo .. nossa que chatisse tá virando isso...
Não serve pra ser aurora não, um chove não molha sem sentido nenhum...
Muito enrolado esse livro...