A Fabiana sentiu o coração despencar até o fundo do poço.
Mas antes que ela conseguisse reagir, o Augusto já tinha virado para os seguranças e dado a ordem:
— Levem a minha mãe de volta pra casa. A partir de hoje, se ela tentar entrar de novo na mansão, barrem ela na porta. Não deixem ela chegar nem um passo perto, muito menos incomodar a Alice.
— Augusto! Você passou de todos os limites! — A Fabiana explodiu de vez, xingando o filho em plena entrada do jardim. — Você nasceu pra acabar na mão de mulher mesmo! Até da mãe que te pôs no mundo você abre mão, seu desgraçado, moleque maldito! Tomara que você não tenha um fim decente!
Os insultos mais pesados ecoaram por todo o pátio. O Augusto fechou os olhos por um instante e franziu a testa com força.
Ele sabia, desde pequeno, que a mãe tinha sido moída por um casamento fracassado, que isso tinha acabado com o equilíbrio dela, a deixado histérica, irracional, sempre na defensiva. Só que, mesmo entendendo, cada uma daquelas palavras ainda cortava alguma coisa lá dentro, deixando uma tristeza amarga que ele não sabia explicar.
Só depois que os seguranças empurraram a Fabiana para dentro do carro e a levaram embora, o Augusto respirou fundo, tentando dissipar o resto da raiva, e então subiu em direção ao quarto da Alice.
Quando ele abriu a porta, a Alice estava sentada no sofá, com o rosto um pouco pálido.
O Augusto se aproximou rápido, sentou ao lado dela e suavizou a voz:
— A sua cabeça ainda tá doendo? Eu atrapalhei seu descanso?
A Alice balançou a cabeça e respondeu baixinho:
— Eu tô bem.
O Augusto a puxou de leve para os braços dele, apoiou o queixo no topo da cabeça dela e falou num tom grave e baixo:
— Me desculpa. Essa foi a última vez. A minha mãe não vai voltar aqui pra te perturbar. Pode ficar tranquila.
A Alice ficou em silêncio por alguns segundos, antes de perguntar:
— Você já deixou a Mônica trancada na capela por três dias. Você pretende continuar assim até quando?
O Augusto respondeu:
— Claro que não. Desde que eu enxerguei quem ela realmente é, eu não consigo parar de lembrar de muita coisa do passado. Agora eu tô começando a perceber que, em muitas situações, eu devo ter julgado muito mal a minha esposa.
Ele fez uma pausa, e a raiva contida apareceu na voz:
— Por exemplo, o sequestro da Débora em Valoria muito provavelmente teve dedo dela. E, além disso, na época em que você tava viva, bem ali na minha frente, a Mônica inventou que a Débora tinha matado você.
Ele ainda lembrava, com nitidez cruel, do dia em que ele tinha mandado a Débora, grávida do filho dele, ajoelhar na escadaria da Igreja da Luz, debaixo de um temporal, para “pagar pelos pecados”. Ela tinha subido degrau por degrau de joelhos, até perder o bebê.
Quando ele pensava nisso, o peito dele continuava sendo rasgado por um tipo de dor que parecia até física. Mas ele não compartilhou esse pedaço com a Alice.
A Alice apenas acompanhou a linha de raciocínio dele:
— Sim. Quando tudo vier à tona, isso não vai ser só uma explicação pra Débora. Vai ser a chance da Mônica pagar, de verdade, por tudo o que fez.
O Augusto envolveu a mão dela com a dele e falou com a doçura cuidadosa de quem segurava algo precioso:
— Fica tranquila. Eu não vou deixar ninguém encostar um dedo em você de novo. Quando eu descobrir toda a verdade e colocar a Mônica no lugar que ela merece, a gente vai enterrar esse passado de uma vez e viver em paz.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Dote??? Em que séculos estamos? Pra completar o bingo de horrores desse livro só faltou necrofilia......
Ah deu uma desanimada agora lendo os comentários E cheguei no capítulo 124 já com tantas pontas soltas esperando no final ia ter a grande revelação e pelo comentários aqui já vejo que não terá. Quando mais estava lendo sentia, um está parecendo uma história de enrolação. Esperando Augusto descobrir todas armações de Monica e implorar por Débora e parece que só piora...
No final vcs bloqueiam, não é, filhos do satã? Quanta esperteza.....
Gente eles não vão liberar grátis...
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...