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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 710

A Alice ficou quieta, encostada no peito dele, ouvindo aquelas promessas cheias de certeza, mas por dentro ela não sentiu nada.

Ela não voltou a pressionar o Augusto para resolver logo o caso da Mônica, nem continuou cobrando nenhuma atitude.

Ela sabia melhor do que ninguém que o Augusto estava longe de ser um homem ingênuo. Ele era desconfiado, atento a tudo, e carregava no fundo da alma uma necessidade de controle que não deixava ninguém chegar perto de verdade.

Naquele momento, a confiança absoluta que ele dizia ter nela não passava de culpa… E daquela velha mania humana de desejar com mais força justamente aquilo que parecia fora de alcance.

E quanto ao amor? A Alice já tinha enxergado essa verdade fazia tempo. O Augusto só tinha amado, de verdade, uma pessoa na vida inteira: ele mesmo. E tinha amado o sistema que ele próprio tinha criado, a ordem, o orgulho, a imagem perfeita que ele defendia a qualquer custo.

— Em que você tá pensando? — O Augusto sentiu o silêncio da mulher nos braços dele, abaixou a cabeça e deu um beijo leve no alto da cabeça dela.

A Alice deixou um sorriso breve aparecer no canto dos lábios, mas a resposta saiu vaga:

— Nada demais, só tava pensando que… Quando tudo isso acabar, vai ser um alívio.

O Augusto olhou para o rosto que nunca saía da cabeça dele, e por um instante ele simplesmente ficou hipnotizado.

O olhar dele se prendeu nos olhos e nas sobrancelhas da Alice, pesado, cheio de desejo e posse, como se ele quisesse engolir aquela mulher inteira.

Aos poucos, o corpo dele se inclinou para a frente, pronto para se deitar sobre ela.

A repulsa da Alice veio como um reflexo. O corpo dela se enrijeceu, o estômago virou, e a náusea quase fez a testa dela se franzir. Mas ela engoliu aquele mal-estar seco, respirou fundo e levantou a mão, apoiando de leve no peito dele. O toque foi suave, porém firme, traçando um limite claro:

— Augusto, será que você consegue me respeitar um pouco?

A frase caiu sobre ele como água gelada. O calor que tinha tomado conta do corpo dele apagou num segundo. O movimento dele travou no meio do caminho, e a luxúria que escurecia o olhar recuou alguns tons, dando lugar a surpresa e a frustração de quem tinha sido cortado no auge.

A expressão da Alice esfriou um pouco. A voz dela saiu calma, mas irredutível:

— Eu já falei que eu não vou ser amante de ninguém. Enquanto o seu casamento com a sua mulher não estiver totalmente encerrado, a nossa relação tem que ficar limpa. Isso é o mínimo. É o meu limite.

O Augusto encarou aqueles olhos límpidos e duros, que não davam espaço para negociação. O pomo de adão dele subiu e desceu, enquanto ele engolia em seco e enterrava o calor e a vontade que tinham tomado conta do corpo dele.

— Tá bom. — Ele respondeu, com uma ponta de derrota na voz. Ele se endireitou devagar, abrindo espaço entre os dois. — Eu vou acelerar o divórcio. Eu não vou te deixar esperando por muito tempo.

A Alice fez que sim com a cabeça, tirou a mão do peito dele e, sem alarde, se afastou do abraço, recuperando uma distância segura.

Desde que tudo tinha acontecido, aquele foi o primeiro dia em que eu voltei a trabalhar na redação da revista.

Assim que eu atravessei o corredor e cheguei na minha baia, eu senti vários olhares de lado: alguns de pena, outros de curiosidade, e uns poucos com aquele brilho de fofoca maldosa.

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