A Alice olhou para a mulher prostrada aos seus pés, com o olhar completamente gelado. Ela sorriu de leve e disse:
— Mônica, aproveita bem o restinho da sua vida no hospício.
Na manhã seguinte, no café da manhã, a Alice tocou no assunto da Mônica. Ela perguntou para o Augusto:
— Você vai levar ela pessoalmente pro hospital psiquiátrico?
O Augusto falou como se estivesse comentando sobre um objeto qualquer. Ele continuou comendo enquanto respondia:
— Resolve isso você mesma. Não precisa me consultar por causa de uma coisinha dessas.
A Alice fez uma pausa e perguntou:
— Você ainda tá com raiva de mim?
O Augusto se surpreendeu por um instante. Em seguida, ele deu um sorriso amargo:
— Eu não tô com raiva de você, eu tô com raiva de mim. Eu não tive competência pra conquistar você.
A Alice não respondeu mais nada. Ela apenas continuou comendo em silêncio.
O Augusto suspirou de leve e amaciou o tom:
— Desculpa. Eu fui apressado demais. Cuida do caso da Mônica como você achar melhor. Daqui a pouco eu vou pro escritório resolver umas coisas.
Ultimamente, por causa da tempestade de comentários na internet, ele mal tinha conseguido dar as caras na empresa.
Mas ninguém lá tinha coragem de bater de frente com ele, afinal, ele mantinha nas mãos o centro de todos os recursos do Grupo Moretti.
Mesmo assim, ele não podia ficar sendo empurrado pra fora da própria empresa. Agora que o divórcio estava encaminhado, ele precisava voltar a focar nos negócios.
Já a Alice pegou o celular e ligou para um hospital psiquiátrico localizado numa área mais afastada da Cidade H. A fama do lugar era péssima, e ele ficava longe de tudo. Era perfeito pra fazer a Mônica desaparecer.
Quando alguns funcionários puxaram a Mônica para fora da capela e a arrastaram até o carro, ela ainda se debatia e gritava:
— Eu quero ver o Augusto! Eu quero ver o Augusto!
A Alice sorriu de leve:
— Que pena, ele não quer te ver. Mônica, seus “bons” dias tão só começando.
E assim, em meio à luta desesperada e aos berros da Mônica, ela foi enfiada à força dentro do carro.
A Alice ficou parada, olhando o sedã preto se afastar cada vez mais, e o olhar dela foi ficando mais escuro, mais frio, a cada passo que o carro dava.
Acertar as contas com a Mônica era só o primeiro passo.
…
Assim que eu abri, no segundo seguinte, eu simplesmente congelei.
O celular ainda estava encostado no meu ouvido. A respiração que vinha do outro lado da linha se misturou, de repente, com o hálito quente do homem à minha frente.
Era o Thiago.
Ele usava um terno cinza perfeitamente cortado. Os dois primeiros botões da camisa social estavam abertos, suavizando a frieza habitual e deixando-o perigosamente atraente, impossível de ignorar.
A surpresa subiu pelo meu peito como uma onda, me inundando por inteiro. Até a minha voz saiu tremendo de empolgação:
— Você voltou?
Ele levantou a mão, encerrou a chamada que ainda estava conectada e, olhando direto pra mim, sorriu de lado:
— Eu ouvi da boca da vó que ontem teve gente com saudade de mim. Aí eu voltei.
O meu rosto queimou na hora. Eu fiquei entre sem graça e irritada, e resmunguei:
— Já que você ia voltar, por que ficou me ligando, fazendo charme?
O Thiago não respondeu. Ele entrou no quarto e fechou a porta atrás de nós.
No segundo seguinte, os braços quentes dele me puxaram com força, me prendendo inteira contra o peito dele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Dote??? Em que séculos estamos? Pra completar o bingo de horrores desse livro só faltou necrofilia......
Ah deu uma desanimada agora lendo os comentários E cheguei no capítulo 124 já com tantas pontas soltas esperando no final ia ter a grande revelação e pelo comentários aqui já vejo que não terá. Quando mais estava lendo sentia, um está parecendo uma história de enrolação. Esperando Augusto descobrir todas armações de Monica e implorar por Débora e parece que só piora...
No final vcs bloqueiam, não é, filhos do satã? Quanta esperteza.....
Gente eles não vão liberar grátis...
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...