Os lábios dele encostaram no lóbulo da orelha dela, e o sopro quente da respiração deixava claro demais o que ele queria.
O corpo da Alice ficou todo tenso. Ela segurou o nervosismo e respondeu com calma:
— Augusto, você pode me dar um tempo? Eu… Eu não consigo me convencer a esquecer tão rápido tudo o que eu passei esses anos. Eu preciso de tempo pra me curar.
O Augusto insistiu:
— Quanto tempo? Um mês, um ano, dois anos…
Quando ele terminou a frase, o tom de voz dele já não estava nada bom.
A Alice levantou os olhos para encará-lo. Ela curvou os lábios num sorriso amargo e falou:
— Se você fizer mesmo questão disso, eu aceito. No fim das contas, fui eu que resolvi voltar pra você.
O Augusto ficou olhando para ela por um bom tempo. Depois ele se endireitou e disse:
— Deixa pra lá. Eu vou esperar você se decidir.
Depois do jantar, ele, diferente do costume, não a acompanhou no passeio pelo jardim, nem ficou conversando com ela, abrindo o coração. Ele subiu direto para o andar de cima, dizendo que estava cansado.
A Alice não se importou. De qualquer jeito, ela também não queria ver a cara dele.
Se não fosse pela necessidade de manter a encenação, de concluir tudo o que ela tinha se proposto a fazer, ela jamais teria continuado naquele jogo com ele.
Por volta das dez da noite, a luz do quarto do Augusto se apagou.
A Alice saiu do próprio quarto em silêncio, vestiu um casaco por cima de qualquer jeito e foi em direção à capela.
— Você acha mesmo que o Augusto vai acreditar numa mulher que só sabe mentir?
— Ele vai acreditar! É só ele mandar investigar um pouco que ele vai descobrir quem tá por trás de você. Sempre fica algum rastro, sempre!
A Mônica parecia ter agarrado um fio de esperança. No rosto distorcido, surgiu até um sorriso gelado.
A Alice olhou para ela de cima, a voz tão baixa que parecia um sussurro, mas cada palavra cortava como uma lâmina:
— Que pena… Amanhã você vai ser internada num hospital psiquiátrico. Fica tranquila, eu já avisei o pessoal de lá. Eles vão “cuidar muito bem” de você. Vão ficar com você dia e noite. Você não vai ficar sozinha nem um segundo.
O corpo inteiro da Mônica começou a tremer. O medo a engoliu como uma onda. De repente, ela agarrou a barra do vestido da Alice, falando aos tropeços:
— Mana, a gente é irmã, a gente cresceu juntas! Você… Você não pode fazer isso comigo. Eu te imploro, não acaba comigo desse jeito. Me perdoa, me deixa em paz, por favor…

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Dote??? Em que séculos estamos? Pra completar o bingo de horrores desse livro só faltou necrofilia......
Ah deu uma desanimada agora lendo os comentários E cheguei no capítulo 124 já com tantas pontas soltas esperando no final ia ter a grande revelação e pelo comentários aqui já vejo que não terá. Quando mais estava lendo sentia, um está parecendo uma história de enrolação. Esperando Augusto descobrir todas armações de Monica e implorar por Débora e parece que só piora...
No final vcs bloqueiam, não é, filhos do satã? Quanta esperteza.....
Gente eles não vão liberar grátis...
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...