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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 753

Os dedos do Thiago tinham uma temperatura levemente fria enquanto ele deslizava a ponta deles pela carne macia da minha cintura, e aquela carícia cheia de malícia fazia com que o calor no meu rosto aumentasse ainda mais.

Eu tentei me escapar do abraço dele, mas ele me apertou com mais força ainda, e eu só consegui lançar um olhar de repreensão:

— Aqui ainda é escritório, viu? Você espera a gente chegar em casa.

Ele deu uma risada baixa, finalmente me soltou e esticou a mão para pegar a chave do carro em cima da minha mesa:

— O seu carro vai ficar aqui por enquanto. Amanhã eu mando o motorista vir buscar.

Quando nós chegamos em casa, a Dona Joana já tinha ido dormir, e as duas crianças também já estavam apagadas.

O Thiago se abaixou, me pegou no colo em um movimento só e atravessou o corredor em passos largos, indo direto pro nosso quarto.

Eu senti o coração disparar com a pressa repentina dele. Assim que as minhas costas encostaram no colchão macio, o corpo dele já veio por cima do meu, trazendo aquele cheiro limpo e frio, misturado a um calor quase insuportável.

A gravata dele já estava meio frouxa, o colarinho aberto mostrava a clavícula morena, e ele parecia um arco retesado, prestes a disparar.

No exato segundo em que os lábios dele iam tocar os meus, eu estendi as duas mãos e empurrei os ombros dele, forçando uma expressão séria no rosto:

— Espera! Você tem que responder uma coisa antes.

O movimento do Thiago travou de repente, e ele prendeu o ar. Ele ergueu a sobrancelha pra mim, continuando a afrouxar a gravata num gesto preguiçoso, enquanto respondia com a voz rouca:

— Fala.

O meu rosto já estava inteiramente corado, e os meus dedos se encolhiam, inquietos, sobre o lençol. Eu hesitei por um bom tempo, mas acabei perguntando, mesmo morrendo de vergonha:

— Você ficar todo dia assim, desse jeito, afobado… É porque você tem um apetite muito grande ou porque você ficou tempo demais na seca?

Assim que eu terminei a frase, o Thiago claramente se sobressaltou, e um traço de surpresa passou pelo olhar profundo dele.

Era óbvio que a minha pergunta direta e cheia de malícia tinha pego o homem sempre calmo e no controle completamente desprevenido.

Ele não se afastou; continuou com o corpo colado ao meu, com o hálito quente roçando a minha orelha, quando perguntou, num tom de brincadeira:

— E qual é a diferença entre essas duas opções?

No fundo do meu peito, alguma coisa se abriu em ondas, uma atrás da outra, e eu ergui o olhar, ainda meio tonta, pra encarar de perto o rosto dele.

A luz do jardim passava pela fresta da cortina e caía sobre os traços dele, desenhando sombras suaves no rosto. A frieza arrogante que ele costumava mostrar no dia a dia tinha sumido, e só restava uma intensidade tão concentrada que chegava a doer.

Onde os beijos dele passavam, o meu corpo tremia, e eu só consegui gemer baixinho:

— Para…

O Thiago riu de leve, com a voz rouca, e perguntou:

— Você não foi toda corajosa agora há pouco, na hora de fazer pergunta cabeluda? Está com vergonha de quê agora?

Muito tempo depois, quando o temporal enfim tinha passado, o calor ainda permanecia, espalhado pela pele.

Eu me encolhi no peito do Thiago, e o meu corpo ainda tremia de leve, sem que eu conseguisse controlar.

Ele puxou o cobertor e me enrolou inteira, e a mão grande dele desceu devagar pela minha coluna, fazendo um carinho lento, tão cuidadoso que parecia que ele estava acalmando uma gatinha assustada.

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