Eu virei o rosto para a janela e fiquei olhando para fora, com um nó estranho no peito, cheia de sentimentos misturados demais para dar nome.
Quando nós chegamos ao resort, havia tantas atividades e programas diferentes que eu acabei esquecendo aquele leve desconforto da viagem.
O dia passou voando. Rafaela se divertiu como há muito tempo eu não via, correndo, rindo, brincando sem parar. E eu, naquele raro momento de descanso, finalmente consegui soltar um pouco do peso que carregava nos ombros.
À noite, eu tinha acabado de assistir a um filme ao ar livre com Dona Joana e Rafaela. Quando eu ia voltar para o quarto para descansar, o celular vibrou no meu bolso e começou a tocar insistente. Era a Laís.
O meu coração apertou na hora. Eu temi que tivesse acontecido alguma coisa com a minha filha na casa da família Moretti, então atendi imediatamente.
— Sou eu. — A voz do Augusto veio pelo telefone, carregada de impaciência. — Aconteceu um imprevisto aqui em casa e eu não tenho como ficar com a Laís agora. Você precisa vir buscar ela.
Eu travei por um segundo e, logo depois, senti a raiva subir direto à cabeça:
— Augusto, você prometeu passar o fim de semana inteiro com a Laís. Ainda é sábado à noite e você já está desistindo? Será que um dia você vai aprender a ser minimamente responsável?
Eu ainda cheguei a desconfiar que ele estava fazendo isso de propósito: de manhã ele não deixou eu buscar a nossa filha e, agora, quase de madrugada, me mandava ir buscá-la.
— Eu realmente estou enrolado aqui, não tenho tempo para discutir com você. — Ele cortou. — Você está na casa da família Ribeiro? Posso mandar o motorista levar a Laís até você.
Eu respondi, seca:
— Eu não estou em casa. Estou num resort, na região metropolitana.
Augusto, claramente sem nenhuma paciência, retrucou:
— O motorista já está se preparando para sair. Manda o endereço. Se não mandar, então venha você mesma buscar.
Assim que ele terminou, ele desligou na minha cara.
Eu fiquei furiosa. Ele continuava o mesmo de sempre: irresponsável, egoísta, incapaz de priorizar a própria filha.
Thiago apareceu ao meu lado sem que eu percebesse a aproximação e perguntou:
— O que aconteceu?
— O que aconteceu? Onde está o seu pai?
Laís suspirou, com uma expressão abatida:
— A Alice foi internada. O papai foi cuidar dela.
Eu senti o ar sumir do peito e puxei uma respiração fria e longa, tentando me controlar para não explodir ali mesmo. Precisei me segurar muito para não alimentar o desejo irracional de confrontar o Augusto.
Antes era a Mônica. Agora era a Alice. Um homem como ele não merecia ser pai de ninguém.
Mas, em seguida, as palavras da minha filha me deixaram completamente sem chão. A voz dela embargou:
— Eu também queria ir ver a Alice, mas o papai disse que hospital tem muita bactéria… Hoje a Alice só se machucou porque ela me salvou. Eu fiquei morrendo de medo…
— O quê? — Eu perguntei, atônita. — Você disse… Que ela te salvou?
Eu fiquei paralisada. Por alguns segundos, simplesmente não consegui reagir.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Dote??? Em que séculos estamos? Pra completar o bingo de horrores desse livro só faltou necrofilia......
Ah deu uma desanimada agora lendo os comentários E cheguei no capítulo 124 já com tantas pontas soltas esperando no final ia ter a grande revelação e pelo comentários aqui já vejo que não terá. Quando mais estava lendo sentia, um está parecendo uma história de enrolação. Esperando Augusto descobrir todas armações de Monica e implorar por Débora e parece que só piora...
No final vcs bloqueiam, não é, filhos do satã? Quanta esperteza.....
Gente eles não vão liberar grátis...
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...