Eu fiquei sem reação por um instante e, por mais que eu tentasse, eu não consegui encontrar nenhum argumento para rebater.
Mesmo assim, a preocupação dentro de mim não diminuiu nem um pouco. Alice era irmã da Mônica. Como é que eu podia simplesmente confiar nela?
Quando eu pensei em tudo o que a Mônica já tinha feito — aquelas atitudes absurdas e cruéis —, eu fiquei com medo de que Alice pudesse usar as mesmas armas contra a minha filha.
...
O carro seguiu em frente, em ritmo tranquilo, em direção à casa da família Ribeiro.
Quando nós chegamos, Rafaela estava deitada de bruços no tapete da sala, montando blocos de construção.
Assim que nos viu entrar, a menina veio correndo na nossa direção:
— Tia Débora, tio Thiago, vocês voltaram! A gente vai passar o fim de semana num resort?
Eu sorri, afaguei de leve os cabelos dela e, em seguida, olhei para o sofá, onde Dona Joana, de óculos de leitura, tricotava concentrada.
— Vó, a senhora não quer ir com a gente pro resort também? — Eu disse, num tom carinhoso. — É fim de semana… Deixar a senhora sozinha em casa não é justo. Vai ficar muito solitário aqui.
As agulhas de tricô de Dona Joana pararam por um instante. O rosto dela se abriu num sorriso imediato:
— Imagina, não precisa! Vão vocês, se divirtam. Eu já estou velha, vou só atrapalhar.
Ela dizia que não, mas os olhos brilhavam de expectativa, e as mãos já tinham parado de tricotar fazia tempo.
Thiago tirou o casaco e o entregou ao mordomo. Depois se aproximou, apoiou a mão no braço de Dona Joana e disse:
— Vó, vamos junto. O resort é ótimo, cheio de verde. A senhora aproveita pra respirar um pouco, descansar a cabeça.
Ele sempre foi muito dedicado à família. Era evidente que não deixaria a avó sozinha em casa.
Dona Joana abriu um sorriso de orelha a orelha:
— Então eu vou, hein! Vou com vocês só pra fazer papel de vela!
Nós fizemos as malas rapidamente e, em seguida, ajudamos Dona Joana a entrar no carro.
Os olhos da Rafaela brilharam. Ela olhou para mim, depois para o Thiago no volante, e perguntou com a voz cristalina:
— Tio Thiago, tia Débora, vocês vão casar? Tem que casar primeiro pra depois ter neném, né?
Dona Joana assentiu rindo e entrou na conversa:
— Tá vendo? Até a Rafa sabe como funciona. Se vocês não casarem, não dá pra passar pra próxima etapa. Thiago, você tem que se mexer, viu?
Eu não tinha pensado em casar de novo assim tão cedo, não daquele jeito apressado. Ainda assim, não consegui evitar: lancei um olhar de lado para o homem ao meu lado.
A mão de Thiago permanecia firme no volante, inabalável. O perfil dele estava sério, com traços um pouco duros. Ele parecia completamente imune às provocações da avó e às perguntas da Rafaela: não respondeu, não brincou, não mudou a expressão.
Uma leve pontada de frustração cresceu em mim, silenciosa.
O carro seguiu em frente, enquanto a paisagem do lado de fora passava rápido pela janela.
Dona Joana ainda tentou puxar o assunto de novo, insistindo com Thiago, mas ele, de repente, mudou de tema e cortou a conversa no meio.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...
Jura, que acabou desta forma? A mãe da Débora sumida continuou e ela nem perguntou kkkkk...
Uai, cadê o resto? A mãe da Débora não vai acordar? E o Cláudio e Alice? Oque vai acontecer com o Augusto? E a Bruno? Lorenzo? E a Mônica? Vai mostrar como ela ficou depois? Débora não vai dizer pra Alice que a mãe delas está viva ? Eu quero maaaaaais!!! ...
mas e a mãe da débora?! que o corpo sumiu?...
Finalmente um final feliz pro Thiago e pra Débora, que agoniante foi ler cada processo de sofrimento e distância dos dois pqp...