Bruno chegou pontualmente, no horário combinado.
Eu caminhei rápido até a recepção e estendi a mão para ele, que aguardava sentado no sofá:
— Bruno, desculpa pela demora.
— Olá, Débora. Eu nem esperei tanto assim. — Bruno respondeu com naturalidade.
Ele não tinha nenhuma daquelas poses típicas de celebridade, nem a arrogância comum aos grandes nomes do meio. Continuava simples, educado, quase discreto demais para alguém no auge da fama.
Aquilo me pegou de surpresa.
Será que Bruno ainda não tinha desistido da ideia de transformar Nina em assistente dele e tinha vindo pessoalmente tentar me convencer? Talvez por isso estivesse sendo tão cordial desde o começo.
Foi então que Bruno falou, em um tom tranquilo:
— A Clara comentou que você deixou claro que não vai obrigar a Nina a trabalhar comigo. Confesso que isso me surpreendeu. Afinal, essa era a única condição que eu tinha colocado. Se vocês aceitassem, eu assinaria com a empresa na mesma hora.
Por um instante, achei que ele fosse usar aquilo para pressionar a situação. Mesmo mantendo a expressão calma, respondi com firmeza:
— É exatamente isso, Bruno. A Nina já deixou claro que não quer ser sua assistente. E, sinceramente, com o nível que você tem hoje, existem empresas muito maiores e mais estruturadas do que a nossa.
Naquele ponto, eu já considerava praticamente impossível fechar contrato com ele.
Eu tinha acabado de recusar, mais uma vez, a condição que ele havia imposto.
Se não atendêssemos à exigência dele, era natural que o contrato simplesmente não acontecesse.
Só que, para a minha surpresa, Bruno não demonstrou irritação alguma. Pelo contrário. Ele sorriu.
— Débora, se estiver tudo certo para você, nós podemos assinar o contrato ainda hoje.
Assim que ouvi aquilo, eu paralisei por um instante.
— Você quer dizer que… — Encarei o rosto dele, completamente confusa. — Desculpa, eu realmente não estou entendendo. Mesmo que a gente assine, a Nina não vai aceitar trabalhar como sua assistente.
Bruno assentiu com calma:
— Sim. E foi justamente isso que me fez admirar ainda mais você. A Nina está sob a sua responsabilidade, mas você não tratou o passado dela como um rótulo. Muito menos tentou empurrá-la para algo que ela claramente não queria fazer só para conseguir um contrato comigo.
— Licença, deixa eu passar!
Antes mesmo de terminar a frase, uma silhueta quase esbarrou em mim.
Desviei por reflexo e vi Nina carregando uma sacola cheia de cafés em uma mão e um maço de documentos apertado contra o peito.
O rosto bonito dela estava levemente avermelhado, coberto por uma fina camada de suor. Era óbvio que ela tinha vindo correndo.
No instante em que percebeu Bruno ao meu lado, ela levou um susto tão grande que tentou parar bruscamente.
Só que perdeu o equilíbrio.
Bruno reagiu por instinto. Estendeu a mão e segurou delicadamente o braço dela, sustentando-a antes que caísse.
Por um breve segundo, pareceu que o tempo desacelerou.
A luz do sol incidia exatamente sobre o ponto em que os dois se tocavam. Os cílios de Nina tremularam duas vezes, rápidos e nervosos, como asas frágeis de uma borboleta assustada.
Assim que recuperou o equilíbrio, ela se afastou depressa, quase encostando as costas na porta de vidro.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...
Jura, que acabou desta forma? A mãe da Débora sumida continuou e ela nem perguntou kkkkk...
Uai, cadê o resto? A mãe da Débora não vai acordar? E o Cláudio e Alice? Oque vai acontecer com o Augusto? E a Bruno? Lorenzo? E a Mônica? Vai mostrar como ela ficou depois? Débora não vai dizer pra Alice que a mãe delas está viva ? Eu quero maaaaaais!!! ...
mas e a mãe da débora?! que o corpo sumiu?...
Finalmente um final feliz pro Thiago e pra Débora, que agoniante foi ler cada processo de sofrimento e distância dos dois pqp...