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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 85

Até que um dia, eu mesma saí do guarda-roupa. Com passos tímidos, puxei de leve a barra da camisa dele e estendi, na palma da minha mão, um pedaço de chocolate que já começava a derreter.

Ele comeu com alegria e disse que aquele era o melhor chocolate que já havia provado.

O vento atravessava a janela de tela, balançando os inúmeros sinos de vento pendurados no quarto. Cada sino carregava um dos meus desejos, e todos eles, desde que eu era pequena, haviam sido pendurados ali pelas mãos de Augusto.

Todos os desejos haviam se realizado, menos o último.

E o último sino trazia o seguinte desejo: “Eu quero ser feliz com Augusto para sempre.”

Uma dor aguda atravessou meu peito.

O jovem que um dia jurou me proteger para sempre havia sido engolido pelo tempo. O homem que restava agora, completamente irreconhecível e distorcido, era um estranho para mim.

Maria segurou minha mão com delicadeza e me disse, num tom gentil:

— Débora, toda relação tem suas dificuldades. Eu e seu pai passamos a vida juntos, e, ao longo do caminho, também enfrentamos muitos problemas. Às vezes, nós, mulheres, precisamos aprender a fechar os olhos para certas coisas.

Eu permaneci em silêncio, e Maria continuou:

— Desde que você mantenha sua posição como Sra. Moretti e o coração do Augusto ao seu lado, Mônica não passará de uma amante. E a filha dela continuará sendo só uma criança fora do casamento. Nenhuma das duas jamais terá um lugar de destaque.

Os pensamentos da geração dela não mudariam por causa de algumas palavras minhas.

Mesmo já tendo decidido me separar de Augusto, respondi calmamente:

— Mãe, vou pensar no que a senhora disse. Quero ficar sozinha aqui por um tempo, para pensar melhor.

Maria acreditou que eu havia aceitado suas palavras. Ela sorriu e disse:

Na véspera do aniversário de Augusto, Maria tentou mais uma vez me convencer:

— Débora, o casamento de vocês não vai resistir a esse silêncio eterno. Todo homem tem seu orgulho. Sempre chega um momento em que alguém precisa dar o primeiro passo. Por que você não aproveita o aniversário dele para tentar resolver as coisas?

Embora eu não entendesse por que a pessoa que deveria ceder sempre era a que não tinha culpa, eu não culpei Maria.

Afinal, independentemente das circunstâncias, a família Lins já havia feito tudo o que podia por mim.

Mesmo assim, quando deixei a casa sozinha, arrastando minha mala, senti um vazio e uma tristeza no coração.

Ao voltar para a mansão Brisa do Mar, fui recebida por Ana, que parecia especialmente animada, como se tivesse certeza de que, por amar tanto Augusto, eu acabaria perdoando tudo o que ele havia feito.

— Sra. Moretti, que bom que a senhora voltou! Já preparamos todos os ingredientes para o aniversário do Sr. Augusto amanhã! E os materiais para o bolo também estão prontos!

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