No entanto, assim que Alice empurrou a porta da própria sala, uma força súbita agarrou o pulso dela e a puxou com violência para dentro de um abraço. Logo em seguida, ouviu-se o baque seco da porta sendo fechada novamente, e a chave girou na fechadura.
O corpo inteiro de Alice ficou rígido de susto, o coração pareceu subir direto para a garganta. Ela se debateu e ergueu a cabeça, só então reconhecendo o rosto absurdamente bonito de Cláudio bem à sua frente.
Naquele momento, o rosto dele carregava um ar atrevido, quase insolente, mas no fundo dos olhos havia um brilho intenso e teimoso.
— Como você entrou aqui? Saia agora! — Alice disparou, em tom cortante, empurrando com força o peito dele.
Cláudio cambaleou dois passos para trás. No rosto bonito dele surgiu uma expressão ferida, quase infantil, como a de alguém que acabou de ser abandonado:
— Eu só queria te ver. Só queria te abraçar. Alice, eu sinto a sua falta.
O rosto de Alice permaneceu completamente impassível:
— Você ainda não desmamou? Se não desmamou, volte para casa e vá se agarrar na sua mãe. Se quer mulher, então seja sensato e vá aos encontros que ela marca para você. De qualquer forma, você não deveria estar aqui comigo.
Ela achou que tinha sido dura o bastante, que aquelas palavras seriam suficientes para fazê-lo recuar.
Mas, para a surpresa dela, Cláudio não se ofendeu. Pelo contrário, o canto dos lábios dele se ergueu, e o sorriso nos olhos ficou ainda mais profundo:
— Levar bronca da mulher de quem eu gosto é quase um privilégio. Alice, se você ainda não descarregou tudo, pode me xingar mais. Eu gosto de ouvir.
Alice arregalou os olhos, encarando-o como se não acreditasse no que tinha ouvido. Em sua mente, passou apenas um pensamento:
"Esse homem não bate bem da cabeça."
Ela respirou fundo, virou de costas de uma vez, sem qualquer vontade de continuar desperdiçando palavras com ele.
Só que Cláudio avançou rápido, segurou os ombros dela por trás e a forçou a virar de frente para ele novamente.
Dessa vez, ele deixou de lado o tom brincalhão. O olhar escureceu, sério, fixo nela:
— A minha mãe fez algum acordo com você? Mandou você se afastar de mim? Eu não acredito que você não sente absolutamente nada por mim.
Nesse instante, do lado de fora da sala, a voz da secretária soou clara:
— Oi, Sr. Augusto.
Alice levou um choque. O sangue pareceu congelar nas veias.
Logo depois, a voz grave e fria de Augusto atravessou a porta:
— A Alice está aí dentro?
— Está, sim. — Respondeu a secretária, respeitosa.
O coração de Alice quase saltou pela boca. Ela não tinha mais espaço mental para continuar aquela discussão. Agarrou o pulso de Cláudio com força e o arrastou com toda a energia em direção ao pequeno cômodo de descanso nos fundos da sala.
— Entra logo! — Alice sussurrou, a voz trêmula pela urgência.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...