Cláudio tropeçou dois passos quando ela puxou o braço dele, mas, no fundo dos olhos, brilhou um sorriso de puro deboche. Em vez de colaborar, ele fez o contrário: virou a mão e segurou o pulso dela com força.
Os olhos de Alice já estavam vermelhos de aflição. Ela ia soltar uma bronca, mas, de repente, Cláudio a puxou com força para mais perto, fazendo o corpo dela tombar meio passo contra o peito dele.
Ao mesmo tempo, ele esticou a outra mão para o lado e girou a chave, trancando a porta do pequeno quarto de descanso.
— Você enlouqueceu? — Alice levou um susto tão grande que quase gritou. Ela precisou cobrir a própria boca com a mão, o olhar tomado de puro pânico.
E, justamente nesse instante, a porta do escritório foi aberta por alguém do lado de fora. Passos firmes avançaram pelo ambiente, se aproximando cada vez mais do quarto de descanso.
O coração de Alice subiu de vez para a garganta. As pontas dos dedos dela ficaram brancas de tanto apertar.
Na frente dela, o rosto de Cláudio se aproximou de repente, ocupando todo o campo de visão. Antes que ela pudesse reagir, os lábios dele tomaram os dela em um beijo brusco. O ar escapou do peito de Alice em um segundo, roubado.
Ele a beijou com urgência, quente demais, uma das mãos firme na nuca dela, impedindo qualquer tentativa de fuga.
O sopro morno de Cláudio roçou o ouvido dela quando ele sussurrou, rouco:
— Eu só quero saber uma coisa: você me ama? Nem que seja um pouco?
O corpo inteiro de Alice tremeu. Os nervos dela estavam tão esticados que pareciam prestes a se partir. Ela sentiu que, se aquilo continuasse, perderia o controle.
De repente, uma batida soou na porta atrás dela. A voz fria de Augusto atravessou a madeira:
— Alice, você está aí dentro?
O beijo de Cláudio se aprofundou ainda mais. Os dentes dele roçaram de leve o lábio inferior dela, e a voz saiu quase num grunhido, grave, carregada de ameaça:
— Diz que me ama. Senão eu saio por essa porta agora.
O olhar de Alice se encheu de puro desespero. Pressionada por todos os lados, ela não viu saída. Os lábios tremeram antes que a voz saísse, fraca como um fio de ar:
— Amo… eu amo você…
Assim que as palavras escaparam, do lado de fora ouviu-se o som da maçaneta sendo forçada. Felizmente, a porta não abriu por causa da chave que Cláudio tinha girado instantes antes.
Só então ele soltou os lábios dela.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...
Jura, que acabou desta forma? A mãe da Débora sumida continuou e ela nem perguntou kkkkk...
Uai, cadê o resto? A mãe da Débora não vai acordar? E o Cláudio e Alice? Oque vai acontecer com o Augusto? E a Bruno? Lorenzo? E a Mônica? Vai mostrar como ela ficou depois? Débora não vai dizer pra Alice que a mãe delas está viva ? Eu quero maaaaaais!!! ...
mas e a mãe da débora?! que o corpo sumiu?...
Finalmente um final feliz pro Thiago e pra Débora, que agoniante foi ler cada processo de sofrimento e distância dos dois pqp...
Já tô com preguiça dessa história, enrola, enrola e não acontece nada. Alguém sabe me dizer em qual capítulo a Débora confirma que a Laís é filha dela?...
Não era pra atualizar capítulos por dia? Pq agora só está atualizando de um em um?...
Mulher burr@ pqp Deus do céu...