Eu peguei minha bolsa e me virei para sair do salão.
No momento em que abri a porta, Paulo veio correndo atrás de mim e me puxou pelo braço.
— Sua vagabunda, hoje você vai aprender a me respeitar! — Ele gritou, com os olhos cheios de fúria.
Ele me empurrou contra a porta com tanta força que fiquei sem reação. O rosto dele, oleoso e repugnante, se aproximou do meu enquanto ele sorria de forma ameaçadora.
— Me solta! — Eu gritei, apavorada, tentando abrir a porta com toda a força para escapar.
De longe, vi Augusto parado no corredor, próximo ao elevador.
— Me ajuda, Augusto! Salvem-me! — Gritei com todas as minhas forças, chamando por ele.
Ele parecia ter ouvido, pois se virou para olhar. Mas, antes que pudesse me ver, as portas do elevador se abriram.
Mônica saiu de dentro do elevador e imediatamente segurou o braço de Augusto, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Ela não fez nenhum esforço para esconder o gesto.
Eu sabia que aquele não era o momento de ter orgulho ou dignidade. Ele era a única pessoa que eu conhecia ali, e a única que poderia me salvar naquele instante.
— Augusto! Por favor, me ajuda! — Continuei gritando, desesperada.
Ele parou por um momento, mas, antes que pudesse fazer qualquer coisa, Mônica colocou a mão no peito e fingiu estar passando mal. Ele pareceu preocupado e começou a falar com ela, como se estivesse tentando acalmá-la.
Logo em seguida, ele a pegou no colo e saiu andando rapidamente, sem sequer olhar para trás.
Nos braços de Augusto, Mônica virou o rosto na minha direção. Seus lábios pintados de vermelho se curvaram em um sorriso vitorioso que me fez sentir ainda mais impotente.
Sem alternativas, fui arrastada de volta para dentro do salão por Paulo.
— Vagabunda! Ainda gritando pelo Augusto? — Ele disse, rindo alto enquanto começava a puxar minha roupa. — A noiva dele é a Mônica. Quem você pensa que é? Acha que só porque tomou duas taças de vinho com ele, ele vai se importar com você?
Eu me debatia, tentando me soltar, e gritei:
— Paulo, eu sou a esposa do Augusto! Se você encostar um dedo em mim, ele vai te destruir! Ele vai acabar com a sua carreira nesse meio. Quer apostar?
Paulo gargalhou ainda mais alto.
— Você tá bêbada, só pode! Esposa do Augusto? A Eduarda me disse que você é solteira. Nunca foi casada! Se eu quisesse te comer, por que eu teria medo do seu marido?



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Tá ficando cansativo! Poxa rodeia e rodeia e nunca conclui o livro. Já vou deixar pra lá! Está cansativo a história. 🙄...
Pocha......