Depois de falar, Cláudio chegou mais perto de mim e disse:
— Deixa eu dar uma olhada na sua namorada. Quero ver que tipo de garota ela é.
Assim que ele viu meu rosto, ficou completamente chocado.
— Débora? Você? Como assim?
Eu não tive tempo para explicar nada. Paulo já estava nos alcançando, gritando com raiva:
— Vagabunda! Ainda tem coragem de trazer ajuda, hein? Eu vou acabar com você e com esses dois idiotas que você chamou. Ninguém vai sair daqui hoje!
Minhas pernas ficaram bambas de nervoso, mas o homem ao meu lado segurou meu braço, me estabilizando enquanto me puxava levemente para perto dele, de forma protetora.
Ao perceber que minha roupa estava desalinhada, ele tirou seu casaco e colocou sobre meus ombros. O cheiro sutil de tabaco misturado com a sua temperatura quente me envolveu, trazendo uma sensação de segurança que eu nunca tinha sentido antes.
Cláudio, por outro lado, entendeu imediatamente o que estava acontecendo. Sem pensar duas vezes, ele desferiu um soco direto no rosto de Paulo.
— Seu lixo! Tá gritando com quem? Como é que você ousa tocar nela?!
Ele não parou por aí. Cláudio deu um chute que jogou Paulo no chão e começou a socá-lo e espancá-lo sem piedade.
Cláudio sempre foi conhecido por ser aquele típico garoto rebelde na escola, que fumava e brigava por qualquer coisa. Lidar com alguém como Paulo era brincadeira para ele.
Os gritos de dor de Paulo ecoaram pelo corredor do hotel, chamando a atenção de todos.
O barulho foi tão grande que, em pouco tempo, o gerente do hotel chegou acompanhado por seguranças. Eles estavam prontos para intervir, mas assim que o gerente viu o homem que estava me apoiando, ele congelou.
O gerente imediatamente assumiu uma postura respeitosa e hesitou em dar qualquer ordem.
O homem ao meu lado manteve sua expressão fria e inabalável. Seus olhos, escondidos atrás de óculos de armação dourada, eram afiados e intimidadores. Ele não disse nada para parar Cláudio, e por isso, ninguém ousou agir.
Somente quando Paulo estava praticamente inconsciente, o homem abriu a boca e falou, com uma voz calma e autoritária:
— Cláudio, já chega.
Cláudio parou imediatamente, mas antes de se levantar, deu mais um chute em Paulo, como se quisesse deixar claro quem estava no controle.
Eu não respondi nada. Minha cabeça estava pesada, o corpo doía, e eu só queria que tudo acabasse logo.
Foi então que Thiago, que até então não tinha falado uma palavra, perguntou casualmente para Cláudio:
— É sua namorada?
— Hahaha! Até você percebeu, hein? — Cláudio riu alto, sem jeito, e respondeu. — No começo, eu nem tinha visto direito. Achei que fosse sua namorada! Pensei até que a sua avó finalmente ia poder respirar aliviada.
Eu não esperava que Cláudio e Thiago fossem tão próximos. Mas ouvir Cláudio me chamando de “namorada” repetidamente me irritou. Rolei os olhos para ele e retruquei:
— Quem é sua namorada?
Assim que terminei de falar, senti o olhar de Thiago sobre mim. Seus olhos eram profundos, carregando uma seriedade e uma autoridade naturais que me deixaram desconfortável.
Os óculos de armação dourada refletiam a luz fraca do interior do carro, destacando ainda mais seu ar de sofisticação e controle.
Ele parecia ser mais velho que Augusto e Cláudio, mas isso só aumentava a sensação de estabilidade e segurança que sua presença transmitia.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...