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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 971

Eu só consegui engolir em seco e guardar para mim tudo o que eu queria dizer para tentar convencer a Alice.

Nesse momento, a campainha da porta de entrada tocou de repente.

Eu fui até o painel do interfone no hall e parei por um segundo. Na tela, eu vi o Cláudio, de terno esporte fino, com as mãos cheias de sacolas, parado na porta.

Eu não apertei o botão de abrir imediatamente. Em vez disso, eu me virei para a Alice, que estava sentada no sofá, e avisei:

— É o Cláudio. Abro a porta ou não?

A Alice hesitou por um instante e respondeu:

— Deixa ele entrar. Caso contrário, do jeito que ele é, ele vai acabar vindo bater aqui todo dia. Tem coisas que eu preciso deixar claras para ele.

Eu assenti e destravei a porta.

Quando o Cláudio entrou, o rosto dele estava iluminado por uma empolgação que ele nem tentou esconder. O olhar dele foi direto para a Alice, como se não existisse mais nada na sala. Ele carregava várias sacolas estampadas com o logotipo de marcas de luxo.

— Alice, eu estava passando no shopping e vi essas marcas que você sempre usa. Aí eu aproveitei e comprei umas coisas. — Ele colocou as sacolas no chão e continuou. — Eu sei que você não liga para essas coisas materiais. Eu só… Quero ver você confortável, usando o que gosta.

Eu não aguentei e cortei:

— Isso tudo nós já compramos. Eu sei cuidar da minha irmã.

O Cláudio piscou para mim, fazendo sinal para que eu não atrapalhasse aquele momento de galanteio dele.

A Alice falou:

— Eu agradeço o gesto, mas, como a Débora acabou de dizer, aqui eu não estou precisando de nada.

A recusa dela foi direta, sem rodeios, sem deixar brecha.

O Cláudio ficou em silêncio por um segundo e então arriscou:

— Então… Eu posso pelo menos achar um apartamento para você? Se você morar sozinha, você vai ficar mais à vontade.

Na mesma hora, eu olhei para a Alice, com o coração apertado, morrendo de medo de vê‑la indo embora com o Cláudio assim, de uma hora para outra, justo agora que eu finalmente estava sentindo o que era ter minha irmã por perto.

O Cláudio percebeu o meu olhar aflito. Ele veio até mim, rindo, e me empurrou de volta para dentro do corredor:

Ao terminar, ele olhou para as sacolas no chão e explicou:

— Foi ela que pediu para eu vir comprar isso tudo. Se dependesse só de mim, eu nunca ia lembrar de marca nenhuma de produto feminino com tanto detalhe assim.

Os cílios da Alice tremeram de leve. Ela não disse nada. O olhar dela continuou calmo, profundo, como um lago escuro, sem revelar o que passava lá dentro.

O Cláudio começou a se perder. Ele tinha certeza de que ela ia ficar tão feliz quanto ele.

Na cabeça dele, o único motivo para eles não ficarem juntos até ali tinha sido a Glória, se metendo e colocando defeito.

Agora que a mãe dele tinha cedido, se eles se amavam de verdade, o que poderia impedir esse relacionamento?

A voz dele veio carregada de ansiedade:

— Você não acredita, né? Dessa vez, a minha mãe realmente se rendeu para você. Eu conversei muito com ela, falei tudo que eu precisava falar. Eu deixei claro: ou ela aceitava você como minha mulher, ou então ela podia me considerar um filho a menos.

O silêncio se estendeu por alguns segundos entre os dois, até que a Alice, enfim, falou devagar:

— Cláudio, naquela época você deve ter investigado a minha vida de cabo a rabo. Não vou nem entrar nos outros assuntos. Só esse detalhe, o de eu não poder ter filhos, você sabia disso, não sabia?

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