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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 972

O Cláudio já parecia ter se preparado para esse assunto, mas, mesmo assim, ele não esperava que ela fosse tão direta.

Ele ficou parado por um instante, olhou para ela com uma dor nítida no olhar e disse:

— Eu sei. Mas eu não me importo.

— Eu me importo. — A Alice sustentou o olhar sincero dele e falou, pausadamente. — Eu me importo. E a sua mãe também vai se importar. Agora você fala que não liga porque você está cego de amor. Mas e quando o tempo passar? A sua mãe vai reclamar disso todos os dias. E, quando a nossa paixão acalmar, você também vai querer um laço que prenda a gente, algo que mantenha a relação. E isso, eu nunca vou poder te dar.

— Eu não preciso disso! Por que você tem tanta certeza de que eu quero ter filho? Eu posso muito bem decidir não ter. Eu posso escolher não ser pai, está bem? — A voz do Cláudio saiu mais alta, aflita. — E você não precisa se preocupar com a minha mãe! Ela só tem a mim. Se eu ficar firme do seu lado, ela não vai ter escolha. Enquanto eu estiver te protegendo, do que você precisa ter medo? Alice, se a gente se ama, o resto… O resto a gente resolve.

— Só que casamento nunca é apenas entre duas pessoas. — A Alice cortou, com a mesma calma dura de antes. — Eu admito, eu já amei você. Mas eu amo mais a mim mesma. Eu não quero passar a vida inteira fazendo malabarismo em guerra de sogra e nora. Você já percebeu muito bem que tipo de pessoa a sua mãe é. E eu não quero viver me lembrando, o tempo todo, de que eu não posso te dar um filho, de que eu tenho que ser aquela que sempre cede, sempre baixa a cabeça, para compensar a minha “falha”. Viver assim é triste demais.

O Cláudio viu a teimosia brilhando no fundo dos olhos dela e sentiu o peito apertar com força.

— Então eu levo você embora comigo. — Ele insistiu. — A gente sai daqui, vai para um lugar onde ninguém conhece a gente. Só eu e você. Você não precisa morar com a minha mãe. Assim não resolve?

Quando ouviu isso, a Alice soltou uma risada baixa.

Ela falou, num misto de cansaço e melancolia:

— Cláudio, você continua o mesmo impulsivo de sempre, parecendo um garoto que nunca cresceu. Desse jeito, você não consegue me dar a sensação de segurança que eu procuro. Os nossos problemas não se resumem à sua mãe. Tem muita coisa entre nós dois. Agora você fala bonito, fala em me levar embora. Mas eu não tenho como te oferecer a mesma vida confortável que a sua mãe sempre te deu, não tenho como planejar tudo por você. No fim, mais cedo ou mais tarde, você vai acabar voltando para o papel de bom filho dela.

O Cláudio ficou imóvel, e a luz do olhar dele foi se apagando, pouco a pouco.

Capítulo 972 1

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