O Cláudio já parecia ter se preparado para esse assunto, mas, mesmo assim, ele não esperava que ela fosse tão direta.
Ele ficou parado por um instante, olhou para ela com uma dor nítida no olhar e disse:
— Eu sei. Mas eu não me importo.
— Eu me importo. — A Alice sustentou o olhar sincero dele e falou, pausadamente. — Eu me importo. E a sua mãe também vai se importar. Agora você fala que não liga porque você está cego de amor. Mas e quando o tempo passar? A sua mãe vai reclamar disso todos os dias. E, quando a nossa paixão acalmar, você também vai querer um laço que prenda a gente, algo que mantenha a relação. E isso, eu nunca vou poder te dar.
— Eu não preciso disso! Por que você tem tanta certeza de que eu quero ter filho? Eu posso muito bem decidir não ter. Eu posso escolher não ser pai, está bem? — A voz do Cláudio saiu mais alta, aflita. — E você não precisa se preocupar com a minha mãe! Ela só tem a mim. Se eu ficar firme do seu lado, ela não vai ter escolha. Enquanto eu estiver te protegendo, do que você precisa ter medo? Alice, se a gente se ama, o resto… O resto a gente resolve.
— Só que casamento nunca é apenas entre duas pessoas. — A Alice cortou, com a mesma calma dura de antes. — Eu admito, eu já amei você. Mas eu amo mais a mim mesma. Eu não quero passar a vida inteira fazendo malabarismo em guerra de sogra e nora. Você já percebeu muito bem que tipo de pessoa a sua mãe é. E eu não quero viver me lembrando, o tempo todo, de que eu não posso te dar um filho, de que eu tenho que ser aquela que sempre cede, sempre baixa a cabeça, para compensar a minha “falha”. Viver assim é triste demais.
O Cláudio viu a teimosia brilhando no fundo dos olhos dela e sentiu o peito apertar com força.
— Então eu levo você embora comigo. — Ele insistiu. — A gente sai daqui, vai para um lugar onde ninguém conhece a gente. Só eu e você. Você não precisa morar com a minha mãe. Assim não resolve?
Quando ouviu isso, a Alice soltou uma risada baixa.
Ela falou, num misto de cansaço e melancolia:
— Cláudio, você continua o mesmo impulsivo de sempre, parecendo um garoto que nunca cresceu. Desse jeito, você não consegue me dar a sensação de segurança que eu procuro. Os nossos problemas não se resumem à sua mãe. Tem muita coisa entre nós dois. Agora você fala bonito, fala em me levar embora. Mas eu não tenho como te oferecer a mesma vida confortável que a sua mãe sempre te deu, não tenho como planejar tudo por você. No fim, mais cedo ou mais tarde, você vai acabar voltando para o papel de bom filho dela.
O Cláudio ficou imóvel, e a luz do olhar dele foi se apagando, pouco a pouco.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...