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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 99

Eu esfreguei as orelhas, impaciente, e disse:

— Eu realmente não devia ter ficado te esperando sair. Você é barulhento como um corvo!

Cláudio, em vez de se irritar, riu ainda mais e respondeu com aquele sorriso irritante:

— Pode parar de fingir. Pelo que aconteceu hoje, ficou claro que você se importa comigo.

Eu revirei os olhos, sem paciência para lidar com o ego desse homem, e perguntei o endereço da casa dele, só querendo me livrar logo e deixá-lo na casa da mãe.

Mas o que eu não esperava era que ele dissesse o endereço do meu condomínio.

— Cláudio! Você não vai entrar na minha casa!

Eu me irritei de imediato, sentindo como se tivesse voltado aos tempos da escola, quando ele me perseguia sem descanso. Era de tirar qualquer um do sério!

Cláudio coçou o nariz, como se estivesse pensando em algo sério, e disse:

— Por que não? Comprou o prédio inteiro e eu não fiquei sabendo? Você pode morar lá, mas eu não posso?

Eu o encarei, completamente incrédula.

Ele então explicou, com um tom casual:

— O dono do apartamento de cima ao seu acabou de me vender. A partir de agora, somos vizinhos. Você embaixo, eu em cima.

— O quê? — Minha cabeça começou a zunir.

Só acreditei que ele não estava brincando quando entramos no elevador.

Ao chegar, descobri que Glória, a mãe dele, já estava instalada no apartamento de cima. Cláudio, orgulhoso como sempre, disse que agora ia morar com a mãe, porque era um “bom filho”.

Quando nos viu, Glória nos recebeu com um sorriso caloroso:

— Débora, obrigada por tudo hoje. Acabei de preparar o jantar. Fica e come com a gente, vai. O pai do Cláudio também está voltando. Faz tempo que vocês não se veem, né?

O pai do Cláudio, que também era o pai do Augusto, ou seja, meu ex-sogro… Só de pensar nesse nível de constrangimento, eu já queria sair correndo.

— Não precisa, tia Glória. — Respondi com um sorriso educado. — Foi o Cláudio quem me ajudou ontem. Tirar ele da delegacia era o mínimo que eu podia fazer. Mas hoje à noite ainda tenho trabalho, então vou indo.

Cláudio tentou insistir, mas foi rapidamente arrastado para dentro pela mãe.

Quando cheguei em casa, fui direto para o chuveiro. Queria lavar qualquer resquício de azar daquele dia.

Nesse meio-tempo, mandei o casaco de Thiago para a lavanderia.

Quando fui buscar, o atendente comentou que aquele casaco era um modelo de alta costura italiana, feito sob medida. Só a lavagem tinha me custado mais de cinco mil reais. Doeu no bolso.

Com o casaco limpo, subi para o apartamento de Cláudio. Eu precisava que ele entregasse a peça para Thiago por mim.

Cláudio abriu a porta com aquele sorriso que só ele tinha, olhando para mim de maneira descaradamente provocadora.

— E o que eu ganho, hein, se eu entregar isso para ele? — Ele perguntou, com os olhos brilhando de malícia.

Eu respirei fundo, tentando manter a calma:

— Dá para você parar de ser infantil? Estou te pedindo um favor, tá bom?

De repente, ele riu e disse:

— Melhor assim: por que você mesma não entrega? Aproveita e agradece pessoalmente.

Eu balancei a cabeça, recusando:

— Se ele é advogado, como você diz, deve estar ocupado demais para ouvir agradecimentos.

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