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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 98

Augusto não foi embora. Ele voltou para o carro e ficou sentado lá dentro.

A noite caiu silenciosa, trazendo consigo um frio úmido que penetrava até os ossos.

Eu não percebi quando ele saiu do carro, mas, de repente, senti o peso de um casaco quente — que trazia o cheiro inconfundível dele — sendo colocado sobre os meus ombros.

Instintivamente, eu quis tirá-lo para devolver, mas ele segurou minha mão, impedindo o movimento.

— Você está tão preocupada assim com o Cláudio? — Ele perguntou com a voz baixa, mas com um tom irritado perceptível no final da frase.

Eu revirei os olhos e respondi, sarcástica:

— Do mesmo jeito que você se preocupa com a Mônica, é claro que eu estou preocupada com ele!

Augusto não disse mais nada. Ele apenas tirou um maço de cigarros do bolso da calça e se afastou alguns passos, mantendo distância.

O clarão repentino do isqueiro iluminou seu rosto sério, enquanto a fumaça do cigarro se misturava às sombras da noite. Sua expressão era dura e indecifrável, os traços escondidos ora pela escuridão, ora pela luz bruxuleante da chama.

Depois de cerca de meia hora de espera, o time jurídico do Grupo Moretti finalmente chegou à delegacia.

Augusto tinha usado sua influência mais uma vez, e, graças a isso, Cláudio foi liberado sob fiança.

Quando Cláudio saiu, com as mãos nos bolsos da calça e uma expressão de descaso típica, ele finalmente nos viu juntos. Ficou visivelmente surpreso e perguntou, em tom provocador:

— Débora, sua idiota, você não me diga que, para me tirar daqui, se jogou nos braços dele de novo, né?

Eu o encarei com irritação e respondi sem paciência:

— Você está viajando demais, Cláudio!

Sério, o cérebro dele devia ser direcionado para escrever romances de casal apaixonado, porque ele só sabia pensar nesse tipo de coisa.

Augusto, por outro lado, entendeu o tom desafiador de Cláudio, mas, para manter as aparências, não reagiu ali, na frente de todos. Ele simplesmente segurou minha mão e disse:

— Eu fiz o que prometi. Agora, volte para casa comigo.

Eu puxei minha mão de volta e respondi, com firmeza:

— Augusto, aquela é a casa sua e da Mônica. Minhas coisas já não estão mais lá.

Ele franziu o cenho e abaixou a voz, claramente tentando se controlar:

— Débora, será que você pode parar de fazer cena? Você acabou de me prometer algo e já vai quebrar sua palavra? Desde quando você aprendeu a ser tão volúvel?

Capítulo 98 1

Capítulo 98 2

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