Augusto não foi embora. Ele voltou para o carro e ficou sentado lá dentro.
A noite caiu silenciosa, trazendo consigo um frio úmido que penetrava até os ossos.
Eu não percebi quando ele saiu do carro, mas, de repente, senti o peso de um casaco quente — que trazia o cheiro inconfundível dele — sendo colocado sobre os meus ombros.
Instintivamente, eu quis tirá-lo para devolver, mas ele segurou minha mão, impedindo o movimento.
— Você está tão preocupada assim com o Cláudio? — Ele perguntou com a voz baixa, mas com um tom irritado perceptível no final da frase.
Eu revirei os olhos e respondi, sarcástica:
— Do mesmo jeito que você se preocupa com a Mônica, é claro que eu estou preocupada com ele!
Augusto não disse mais nada. Ele apenas tirou um maço de cigarros do bolso da calça e se afastou alguns passos, mantendo distância.
O clarão repentino do isqueiro iluminou seu rosto sério, enquanto a fumaça do cigarro se misturava às sombras da noite. Sua expressão era dura e indecifrável, os traços escondidos ora pela escuridão, ora pela luz bruxuleante da chama.
Depois de cerca de meia hora de espera, o time jurídico do Grupo Moretti finalmente chegou à delegacia.
Augusto tinha usado sua influência mais uma vez, e, graças a isso, Cláudio foi liberado sob fiança.
Quando Cláudio saiu, com as mãos nos bolsos da calça e uma expressão de descaso típica, ele finalmente nos viu juntos. Ficou visivelmente surpreso e perguntou, em tom provocador:
— Débora, sua idiota, você não me diga que, para me tirar daqui, se jogou nos braços dele de novo, né?
Eu o encarei com irritação e respondi sem paciência:
— Você está viajando demais, Cláudio!
Sério, o cérebro dele devia ser direcionado para escrever romances de casal apaixonado, porque ele só sabia pensar nesse tipo de coisa.
Augusto, por outro lado, entendeu o tom desafiador de Cláudio, mas, para manter as aparências, não reagiu ali, na frente de todos. Ele simplesmente segurou minha mão e disse:
— Eu fiz o que prometi. Agora, volte para casa comigo.
Eu puxei minha mão de volta e respondi, com firmeza:
— Augusto, aquela é a casa sua e da Mônica. Minhas coisas já não estão mais lá.
Ele franziu o cenho e abaixou a voz, claramente tentando se controlar:
— Débora, será que você pode parar de fazer cena? Você acabou de me prometer algo e já vai quebrar sua palavra? Desde quando você aprendeu a ser tão volúvel?
— Não precisa se preocupar. Já contratei um advogado faz tempo. — Eu revirei os olhos e me afastei para o canto do banco, tentando manter distância.
Mas Cláudio não desistiu. Ele deslizou para mais perto de mim e continuou:
— E quem você contratou? É bom mesmo? Porque, se não for, eu posso te ajudar. Sabe o cara que te salvou ontem? Ele é uma lenda no meio jurídico! Se eu pedir, ele com certeza vai me dar uma força.
Eu fiquei surpresa ao saber que aquele homem era advogado.
Mas logo me lembrei de algo. No dia em que ele me levou para casa, depois do incidente no canteiro de obras, ele tinha recusado uma proposta de parceria com o Grupo Moretti. Era evidente que ele não era apenas um advogado.
Cláudio me cutucou com o cotovelo e insistiu:
— E aí, o que me diz? Se ele pegar o seu caso, o Augusto não vai ter a menor chance!
Eu suspirei e respondi:
— Vou deixar pra lá. Essa dívida, eu não tenho como pagar.
Cláudio sorriu, e seu tom adquiriu uma leve insinuação:
— Não precisa pagar. Eu resolvo isso para você. Só precisa ficar comigo, e eu garanto que serei muito melhor que o Augusto.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...