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Depois que Fui Embora, o Canalha Ficou Louco romance Capítulo 481

Paloma viu Ian na varanda. A menininha rechonchuda e macia gritou:

— Maninho, desce logo! Tem tantas luzes bonitas!

Assim que ela gritou, Eduardo levantou o olhar. O homem e o rapaz se entreolharam. Ian manteve o olhar firme, sem se intimidar. Ficaram se encarando por uns bons trinta segundos, até que Jéssica também o chamou:

— Maninho, o papai comprou um monte de estrelinhas!

O olhar de Ian ficou mais profundo. Depois de um tempo, ele respondeu:

— Já vou descer.

O rapaz voltou para o quarto, vestiu um casaco longo de plumas e pegou duas echarpes de caxemira no armário. Assim que desceu, agarrou as duas meninas e colocou as echarpes em volta de seus pescoços, ajustando-as com cuidado para que ficassem bem quentinhas.

Jéssica achou confortável e gostoso. Paloma, no entanto, torceu o pescoço, contrariada. Ian ajeitou de novo e disse:

— Não quero que você passe frio.

Logo depois, o homem apareceu, trazendo vários maços de velinhas de faísca. Ele acendeu algumas e entregou às meninas. Sob o crepúsculo azul-escuro, em meio às luzinhas em formato de estrelas penduradas e das velinhas de faísca, Paloma e Jéssica riam de felicidade. Seus pezinhos pisavam na neve espessa, calçando as botinhas que Amélia havia preparado especialmente para elas, para que não se molhassem.

Paloma estava muito bem cuidada. Ian pensou que, na verdade, o único que se sentia estranho era ele. Para Paloma, aquele homem era quase como um verdadeiro pai.

As faíscas iluminavam os rostinhos felizes das meninas.

Ian ficou parado na escada, sem participar. Uma silhueta alta e elegante se aproximou e se agachou ao lado dele, criando a cena de um garoto mais alto que o homem.

Vestido todo de preto, o homem parecia ainda mais imponente. Ele tirou um maço de cigarros do bolso, abriu, pegou um e comentou:

— Se eu não tivesse medo de o Elder me xingar, deixaria você experimentar o gosto do cigarro.

Ian não respondeu. Pensou que, quando crescesse, provavelmente acabaria fumando. Afinal, no mundo dos negócios, isso era inevitável. Mas por ora, não tinha vontade.

Eduardo acendeu o cigarro e fumou com tranquilidade. Olhando de soslaio para o rapaz, comentou num tom leve:

— Ir para a Inglaterra é para estudar, não para paquerar mocinhas estrangeiras, entendeu? Nada de namorinho antes da hora! Se eu souber, pego o primeiro avião na hora e quebro suas pernas. Seu pai me deu autorização para isso.

Ian suspeitou que Eduardo tivesse escutado aquela conversa dele com Jéssica naquela noite.

O rapaz ficou em silêncio por um longo tempo. O homem puxou sua orelha, perguntando:

Os livros no exterior eram caros, então seria de fato, um gasto considerável. Yasmin pensou e reconheceu que ele tinha razão. Assim, decidiu que guardaria o restante do dinheiro e daria a Ian uma mesada mensal. Quando ele completasse vinte anos, passaria a receber quinhentos mil por mês, para aprender a lidar com investimentos pessoais. Eduardo achou a ideia excelente.

...

No primeiro dia do ano, o homem levou as três crianças para visitar a família Lima.

Vitor e Estella ficaram radiantes, era a primeira vez que o filho voltava com as crianças, todos juntos! Logo chamaram toda a família de Tomás, além de Kleber e sua esposa, para o almoço. A mansão da família Lima estava animada, com comida quente e vinho, repleta de alegria.

Eduardo afagava a cabeça das crianças, chamando todas de seus filhos, e todos lhes davam presentes. Vitor e Estella, em especial, presentearam os três com generosidade: o de Ian trazia um cheque de cinco milhões, tratavam ele como um verdadeiro neto.

Eduardo ficou surpreso, depois sorriu e passou o braço pelo ombro de Ian, dizendo:

— Aceita, garoto bobo.

Mais tarde, Eduardo foi beber com os homens da família Lima. Ian observava e percebeu que ele tinha um certo medo de Bruno, este o dominava com facilidade. Ainda assim, Eduardo parecia feliz, sem se irritar, agindo de forma bem íntima com ele.

De repente, Ian achou que Eduardo se parecia muito com o antigo cachorro da família... Dócil, afetuoso, abanando o rabo, cheio de alegria.

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