Os homens bebiam, então Helena levou as crianças ao jardim para soltar fogos. Juliana também foi, ela e Kleber tinham um filho agora. Sim, aquela secretária Juliana.
O ambiente estava festivo, mas havia um toque de ausência, alguém fazia falta. Juliana se virou para Helena e perguntou em voz baixa:
— Como estão o Eduardo e a Yasmin?
Helena olhou para Ian e Paloma e respondeu suavemente:
— Não é fácil. Mesmo deixando de lado os sentimentos entre a Yasmin e o Elder, ainda tem o garoto... Ele já está grande, a Yasmin vai levar em consideração seus sentimentos. A posição do Eduardo na casa dos Freitas é bem delicada. O Ian não fala muito, é um menino bem misterioso e cheio de ideias.
Juliana riu:
— Tal pai, tal filho, então! Achei esse rapaz bem parecido com o Gonçalo, sabe? Talvez, quando crescer, fiquem no mesmo nível.
Helena manteve a expressão calma, dizendo:
— Esse menino perdeu o pai e a mãe muito cedo, deve ser até mais maduro que o Gonçalo. De qualquer forma, é uma situação difícil. Ainda bem que a Yasmin está lá para cuidar de tudo... Se não fosse por ela, a família materna do Ian já teria dividido a herança do Elder há tempos.
Juliana assentiu:
— Verdade! Ainda mais com o apoio do Eduardo.
Helena não respondeu, apenas ficou observando as crianças.
Os fogos iluminavam os rostinhos bonitos. Ian era o mais velho, ele distribuía as velinhas de faísca e cuidava das irmãs. Bella estava pertinho dele, e quando surgiram as faíscas, Ian instintivamente a puxou um pouco para trás, protegendo-a.
— Obrigada, Ian! — Disse Bella com um sorriso.
Ian sorriu de leve em resposta.
Era um sorriso bonito, elegante. Bella não pôde deixar de elogiar. Afinal, quem não gosta de meninos bonitos? A futura Presidente Bella adorava homens bonitos.
Ouvindo os elogios, Ian continuou sorrindo de leve.
Jéssica olhou para ele e depois para Bella, sentindo o brilho dos olhos diminuir um pouco. Parecia que o irmão gostava bastante da Bella...
Mas logo, Ian segurou a mão de Jéssica e a manteve perto dele. Ela sorriu timidamente e se encostou em seu ombro, os dois olhando juntos os fogos que coloriam o céu. Nos anos seguintes, quando Ian terminasse os estudos e voltasse ao país, quem sabe em que ano seria?
De repente, Ian murmurou baixinho:
— Jéssica, no máximo em dez anos eu volto.
"E depois, nunca mais vou embora."
Jéssica levantou o rosto e o olhou em silêncio. Achou seus cílios tão longos, seus olhos tão brilhantes, como os fogos de artifício nos céus... Ela sorriu suavemente.
...
Eduardo estava completamente bêbado. Pendurado no Bruno como um chiclete, não desgrudava de jeito nenhum.
Vitor, entre risos e broncas, disse:
— Você traz as crianças para um jantar de família e olha só, em vez de ser um exemplo, acabou todo bêbado! Que vergonha, hein?
Eduardo resmungou:
— Pai, é Ano Novo, não posso relaxar um pouco?
Paloma esfregou os olhos, grunhindo:
— Tio, estou com sono, quero ir para casa dormir.
Eduardo se sobressaltou, soltou Bruno e, ainda meio tonto, pegou Paloma no colo com uma só mão, dizendo:
— O tio vai te levar para casa dormir. A Paloma não dorme sem abraçar o cachorrinho de pelúcia.
Ele falava meio enrolado, mas segurava a menina com firmeza. Uma mão carregava Paloma, a outra segurava a mão de Jéssica, que logo Ian tomou para si.
Cansada, Jéssica se remexeu um pouco, e Ian percebeu, deixando que ela se encostasse em seu ombro.
O carro seguia, balançando levemente, como se a viagem não tivesse fim. Ian fechou os olhos e pensou, meio sonhador, que se este carro nunca chegasse ao fim da estrada, se pudesse seguir assim para sempre, talvez não fosse tão ruim. Afinal, sua família estava junto.
Mas era apenas imaginação, logo o carro entrou pelos portões da mansão dos Freitas. Quando passaram pelos portões negros ornamentados, as luzes lá dentro brilhavam como o dia. As rodas rolaram sobre a neve espessa e pararam no jardim iluminado por pequenas luzes em forma de estrelas.
Assim que o carro parou, Eduardo acordou com Paloma nos braços.
— Chegamos em casa? — Ele perguntou.
Ian olhou para ele, sem responder.
O homem repetiu:
— Chegamos, não é?
Dessa vez, Ian assentiu.
Eduardo sorriu, satisfeito, e falou para Ian:
— Segura firme a Jéssica, o degrau está escorregadio. Eu levo a Paloma.
A diferença de temperatura entre o carro e o lado de fora era grande. Eduardo envolveu a menina com o próprio casaco, para que não sentisse frio. Ian também ajeitou Jéssica para deixá-la bem aquecida. Só então o motorista abriu a porta.
Ao sair, o ar trazia ainda o leve aroma de fogos de artifício e da comida, o verdadeiro cheiro de Ano Novo. As pegadas se imprimiam na neve, grandes e pequenas, uma ao lado da outra.
As luzes da casa estavam acesas, alguém os esperava. Era uma mulher de semblante doce, com Rosa nos braços. A bebê estava acordada, de olhos bem abertos, tagarelando com a mãe.
A noite era de uma beleza serena.
Ian olhou para Eduardo, se lembrando da pergunta que ele havia feito antes: "Chegamos em casa?"
Ian respondeu mentalmente: "Sim, chegamos em casa."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois que Fui Embora, o Canalha Ficou Louco
Já está uma semana no capítulo 530. Não vão finalizar o livro?...
A história é maravilhosa, mas e as atualizações? GoodNovel lembre-se do seu compromisso com os leitores....
Acho extremamente injusto só liberar duas páginas minúsculas por dia. As primeiras são maiores agora da 370 em diante são muito pequenas. Não é justo. A gente paga pra liberar as páginas para leitura e só recebe isso. Como o valor que eu já paguei pra liberar poderia comprar 2 livros na livraria...
O livro acabou ou não? Parei na página 363...
Acabou??...
Agora me diz porque fazer propaganda de um livro e não postar sequer uma atualização…...