A água tomou tudo. O vento uivava, a chuva batia como lâminas. O céu negro se fundia ao mar violento, o mundo inteiro parecia em colapso.
O líder da equipe engoliu seco, dizendo:
— Sra. Yasmin, precisamos ir agora, ou vai ser tarde demais! Todos estão esperando.
As palavras "eu fico" estavam na ponta da língua de Yasmin, mas ela não podia dizer. Eduardo havia dito que só um deles podia entrar. Ele tinha razão, o outro precisava viver.
Mas agora, as ondas levaram as duas pessoas que ela mais amava.
As lágrimas desciam pelos cantos dos olhos, silenciosas. Sem soluços, sem histeria, apenas dor pura. Ela olhou firme para o horizonte engolido pelo mar e disse, com voz baixa e determinada:
— Subam, vamos partir.
Minutos depois, o ônibus avançou na escuridão, com dois faróis abrindo caminho, e logo alcançou o restante da frota. Havia milhares de socorristas e todos estavam em um clima pesado, calados e cabisbaixos.
Aqueles que não haviam sido encontrados, estavam para sempre soterrados ali. Brighton tinha sido a última parada de suas vidas.
A água azul-escura cobria cada canto da cidade. Boiando ali, havia corpos, brinquedos, roupas novas de lojas, pratos, garrafas, comidas... Eram vestígios de vidas destruídas.
Yasmin estava sentada perto da janela, com a mão espalmada no vidro, acompanhando a cidade sumir, cada vez menor, até desaparecer completamente na escuridão. Afinal, a região estava sem nenhuma luz elétrica.
Quando chegaram a uma zona segura, houve uma pausa para descanso. As condições eram duras: cada um dormia no chão com uma lona fina, comendo biscoitos comprimidos, bebendo poucos goles de água.
Eles precisavam dormir, porque depois do tsunami, voltariam a Brighton.
Yasmin não conseguiu dormir. Com muita dificuldade, telefonou para Bruno, porque ela não tinha coragem de contar nada aos pais de Eduardo.
Contendo as emoções, Yasmin relatou tudo a ele. Após um longo silêncio, Bruno respondeu:
— O Ian não é apenas filho do Elder. Meu primo sempre gostou muito dele, essa foi a escolha dele. E eu estou indo para aí imediatamente.
No elevador, ele continuou, sereno e calmo:
— Avise o responsável local que todos os envolvidos na operação, não apenas os nossos, vão receber cinquenta mil dólares. Envie fotos do Eduardo e do Ian para eles, quero encontrá-los no menor tempo possível, não importa se estão...
Ele não terminou de dizer o restante, porque os olhos já estavam cheios de lágrimas.
Juliana também deixou as lágrimas caírem enquanto respondia com a garganta apertada:
— Eu vou providenciar tudo direitinho! Sr. Bruno... Deixe eu ir com o senhor.
— Não, vou com o Kleber. Fique tranquila, vou cuidar da segurança dele.
...
Uma hora e meia depois, Bruno partia para a Inglaterra com uma nova equipe de resgate.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois que Fui Embora, o Canalha Ficou Louco
Já está uma semana no capítulo 530. Não vão finalizar o livro?...
A história é maravilhosa, mas e as atualizações? GoodNovel lembre-se do seu compromisso com os leitores....
Acho extremamente injusto só liberar duas páginas minúsculas por dia. As primeiras são maiores agora da 370 em diante são muito pequenas. Não é justo. A gente paga pra liberar as páginas para leitura e só recebe isso. Como o valor que eu já paguei pra liberar poderia comprar 2 livros na livraria...
O livro acabou ou não? Parei na página 363...
Acabou??...
Agora me diz porque fazer propaganda de um livro e não postar sequer uma atualização…...