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Depois que Fui Embora, o Canalha Ficou Louco romance Capítulo 500

O interior do carro estava escuro, mas à frente, do lado de fora, estava a parte mais movimentada de toda a capital. As luzes brilhavam intensamente, penetrando pelas janelas e iluminando o rosto jovem e bonito de Ian, acentuando suas feições e tornando seu olhar profundo, difícil de decifrar.

Ao ouvir que Ian iria se mudar, Jéssica ficou um pouco chateada, mas não sabia exatamente por quê. Apenas perguntou baixinho:

— É mesmo necessário se mudar?

Ian assentiu e de repente se virou para ela, questionando com um olhar intenso:

— Você já beijou alguma vez?

A jovem menina balançou a cabeça rapidamente, corando ainda mais enquanto gaguejava:

— N... Não!

Com um leve movimento, Ian desabotoou o cinto de segurança e se aproximou dela. Ele já havia tirado o casaco, restando apenas a camisa branca, sem a gravata. Eles estavam tão próximos que quase podiam sentir a respiração um do outro.

— Pois eu também não! Então, vamos praticar um com o outro? — Disse Ian, com a voz levemente rouca.

Jéssica, nervosa, colocou as mãos contra o peito dele, sentindo o calor através da fina camisa. Tentou se afastar, mas Ian segurou suavemente seus pulsos e a aproximou novamente.

— Feche os olhos. — Disse ele, com voz suave.

A menina em seus braços, assustada como uma coelhinha diante de um lobo, fechou os olhos, mas espiou discretamente e falou em voz frágil:

— Ian, a gente não...

Ele não deu bola e lentamente se inclinou, lhe dando um beijo sob seu olhar.

Jéssica gemeu baixinho, se mexendo um pouco em seus braços, mas Ian tirou seu cinto de segurança e a pegou no colo, colocando-a sobre suas pernas. Aquelas duas pernas brancas e delicadas sobre a calça social preta do homem... Era realmente uma cena excitante.

— Ian, Ian...

Ela estava surpresa e um pouco nervosa, pois nunca havia tido tanta intimidade assim com alguém. Ainda mais porque essa pessoa era Ian.

Ele sabia muito bem a resposta, porque a voz dela tremia bastante.

Jéssica apenas concordou e tentou se levantar, mas Ian segurou sua cintura e a manteve junto a ele, dizendo suavemente:

— Que cansaço! Descanse aqui comigo.

A menina se acomodou em seu colo, mordendo o lábio, sem coragem de se afastar.

O corpo delicado dela repousava contra o peito do homem, e ele alisava seus cabelos negros até deixá-los bem alinhados. Com uma das mãos amparando a cabecinha dela, ele fechou os olhos e, para não deixar a mente divagar em coisas indevidas, começou a repassar mentalmente os assuntos discutidos na reunião daquele dia.

Talvez por estar exausto, há muito sem dormir direito, ou talvez pelo leve perfume de ameixa que vinha da garota em seus braços, Ian acabou adormecendo.

Quando acordou, lá fora já chovia. Grossas gotas de água batiam no teto do carro, emitindo um som abafado. Através do para-brisa embaçado, o mundo do lado de fora estava completamente desfocado. O céu e a água se misturavam, como se ele ainda estivesse num sonho...

Ele abaixou a cabeça para olhar a menina adormecida em seu colo. Esta dormia profundamente, tranquila, absolutamente despreocupada, nada parecida com alguém que havia acabado de perder o primeiro beijo.

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