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Despertar Cruel: Eu Vi Meu Destino Sangrento romance Capítulo 3

Quando Carina voltou para a casa da Família Barros, eram exatas sete horas.

A chuva ainda não havia parado. Ela fechou o guarda-chuva e bateu os pés na porta para tirar a água.-

O portão de ferro da casa antiga estava enferrujado e o isolamento acústico era péssimo. Pela porta dava para ouvir as risadas que vinham de dentro.

Zélia Barros estava rindo, Jurandir Barros também ria, e o irmão mais novo de quinze anos, Léo, ria como um porco sendo abatido.

Carina tirou a chave, enfiou-a na fechadura e girou-a duas vezes para a esquerda.

A porta abriu-se.

O apartamento era antigo, a porta abria direto para a sala de estar.

Carina viu num piscar de olhos as coisas que estavam sobre a mesa de centro—

Um prato grande de morangos vermelhos, quatro ou cinco pratos de carne bovina e de ovelha fatiadas na hora, e uma panela de cobre montada ao lado.

Fim de outono, chuva forte, e a família reunida comendo Caldeirada (Hot Pot). Era aconchegante.

Isso se esta família tivesse alguma coisa a ver com ela.

Carina ficou à porta, e os trechos do livro vieram-lhe à cabeça de novo.

A cena era igual à do livro, até a posição dos morangos era a mesma.

Zélia Barros recebeu o cem mil de depósito de Leonardo e, em seguida, foi ao supermercado de importados comprar morangos que custavam mais de cem reais o quilo para o seu filho.

Desde o dia em que adotou Carina, Zélia Barros achou que essa garota era sedutora.

A pele era branca e macia, os traços delicados, nem mesmo os modelos e estrelas mirins da TV eram tão bonitos quanto ela.

Ela ficava mais bonita à medida que crescia. Os velhos e os jovens do bairro encontravam desculpas para lhe comprar lanches.

Sedutora!

Já sabia seduzir as pessoas desde tão pequena!

Zélia Barros bateu na Carina várias vezes por causa disso. Uma vez, trancou Carina no banheiro por um dia e uma noite inteiros, sem comida e sem água, dizendo para ela refletir.

Se o abandono não fosse crime e não prejudicasse o trabalho do marido na fábrica, ela já a teria expulsado há muito tempo.

Deu muito azar.

Achava que não podia ter filhos, por isso foi adotar, mas acabou engravidando poucos anos depois da adoção, de um garotão.

Depois que teve o filho biológico, Zélia Barros não gostava de nada na Carina.

Quando Leonardo foi lá para levar Carina, Zélia Barros pegou a vassoura para bater nele primeiro, pensando que ele era um homem que Carina havia seduzido lá fora.

Mas quando ela ouviu as palavras do homem, a vassoura caiu no chão com um baque.

— O quê?

— Carina é sua filha adotiva, não é? Entregue-a para mim, três milhões por ano.

Os olhos de Zélia Barros quase saltaram.

Ela nunca tinha visto tanto dinheiro na vida.

Sedutora era mesmo sedutora, muito valiosa.

No entanto, um homem tão rico também conseguiria pagar mais, certo?

Os olhos de Zélia Barros giraram, e ela fingiu estar em um dilema: — Ai, eu criei a Carina por tantos anos, o meu afeto é muito grande, isso...

Leonardo investigara a situação da família, com um sorriso de canto: — Diga à Carina para me procurar amanhã. Cinco milhões.

Capítulo 3 1

Capítulo 3 2

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