A atmosfera mergulhou em um silêncio mortal.
A mão do Dr. Sousa parou no ar; ele parecia ter percebido que algo estava errado.
Simone deu um passo à frente imediatamente, bloqueando a visão entre Reinaldo e o Dr. Sousa. Seu tom soava igual ao de sempre, calmo e até com um toque de solicitude.
— Dr. Sousa, a situação do Eduardo só parece grave, mas na verdade não é nada demais. O senhor também sabe que as notícias recentes sobre o acidente do Jocelino foram um grande golpe para o Eduardo. Por isso, ele tem esses episódios de vez em quando. Talvez ele acorde daqui a pouco.
— Além disso, o Eduardo já tem idade, está fraco, e não seria bom ficar nesse vai e vem. Se o levarmos agora de forma precipitada, com todo o solavanco do caminho, o Eduardo pode não aguentar. — Continuou ela.
— O senhor sempre foi o médico responsável pelo Eduardo, conhece a condição dele melhor do que ninguém. Para que perder tempo chamando outros médicos? O senhor pode examiná-lo e tratá-lo aqui mesmo. Se precisar de algum equipamento de ponta ou dos medicamentos mais caros, é só falar. Nós mandaremos buscar imediatamente. Nem que tenhamos que gastar uma fortuna, traremos as melhores condições médicas para cá!
Todo o discurso de Simone parecia demonstrar preocupação com Eduardo, mas o Dr. Sousa percebeu a diferença.
Afinal, se Simone realmente se importasse com Eduardo, teria ligado para o SAMU imediatamente, e não buscado um caminho alternativo chamando ele, um médico da família.
No entanto, o Dr. Sousa era apenas um médico particular e não conhecia a situação interna da família Barreto, então tentou argumentar com diplomacia.
— Sra. Barreto! Não é uma questão de equipamentos ou remédios. Por mais que eu conheça o Eduardo, sou apenas um médico de família. Na situação atual dele, a única opção é o hospital!


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