— Eu estou bem.
Embora Jocelino se mostrasse gentil com Aeliana, ao lidar com os outros, voltava à sua postura fria habitual.
Mesmo ferido, ele não esquecia das prioridades.
— A Dra. Oliveira está cuidando do meu ferimento agora. Se vocês não têm nada para fazer, pensem em como vamos sair daqui.
Ele continuou distribuindo ordens:
— Diego, não fique parado, vá verificar a condição do Sr. Wallace, veja se há ferimentos internos. Décio, faça o inventário do que restou dos nossos suprimentos, especialmente luz e água. Rápido.
Jocelino distribuiu as tarefas rapidamente, desviando a atenção de todos de seu ferimento. Ele não gostava da sensação de ser observado por todos, exceto, claro, por Aeliana.
— Sim, Sr. Barreto!
Diego respondeu prontamente, limpou a poeira do rosto e começou a tatear na pouca luz, reunindo os cantis e mochilas espalhados para uma contagem rápida.
— Sr. Barreto, temos dois cantis de água, mas um deles está pela metade. Restam três pacotes de biscoitos comprimidos, não vai durar muito. As lanternas... a bateria está fraca.
Wallace, encostado na parede fria e úmida, respirava com dificuldade, o rosto pálido e a voz fraca:
— Lá em cima foi tudo destruído... o caminho... o caminho deve estar todo bloqueado, não está?
Ele perguntou com desespero:
— Como vamos sair agora?
Nesse momento, Aeliana terminou de dar o último nó na atadura com destreza.
Ela levantou a cabeça, olhando para a escuridão profunda do canal, com um olhar cheio de serenidade e determinação.
— Tem caminho.
Ela explicou:
— Lembro-me de que este canal subterrâneo é a via principal de drenagem e segue até a saída no rio natural atrás da montanha da fábrica.
O ar úmido e viciado era quase sufocante.
Justo quando a energia do grupo estava prestes a se esgotar, um raio de luz fraca, misturado com o cheiro de vegetação, penetrou através das frestas de uma grade de ferro enferrujada acima de suas cabeças.
Isso fez com que o grupo, exausto e quase sem vontade de lutar, visse um fio de esperança.
— É a saída!
— É realmente como a Dra. Oliveira previu! Estamos salvos!
— Dra. Oliveira, você é incrível demais!
Ninguém sabia como o cérebro de Aeliana funcionava. Todos tinham um cérebro, mas por que o dela era tão excepcionalmente brilhante?
Ao ver a saída, o que significava esperança, Décio relaxou e inevitavelmente revelou sua personalidade habitual e descontraída.
Décio empurrou a grade para cima com força, mas ela nem se mexeu.

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