Aeliana ergueu a cabeça, olhando para ele com gratidão; a luz da manhã delineava o perfil dele de forma nítida e firme:
— Obrigada, Jocelino. Sempre que eu perco o chão, é você quem está ao meu lado.
— Quando eu perco o chão, também é você quem me acompanha. Não há necessidade de dizermos essas coisas entre nós.
Jocelino afagou a cabeça de Aeliana com ternura, e os dois trocaram um sorriso; tudo foi compreendido sem necessidade de palavras.
...
Aeliana lavou o rosto rapidamente e foi com Jocelino de carro até a Primeira Clínica.
A luz do sol filtrava-se através das persianas, projetando manchas de luz quentes no interior, enquanto poeira fina flutuava no ar, misturada com o aroma amargo e tranquilizante das ervas medicinais.
As pontas dos dedos de Aeliana finalmente se afastaram do pulso de Wallace. Aquele pulso, outrora fraco e desordenado, agora estava realmente calmo e estável.
Seus ombros tensos relaxaram subitamente, como se tivessem descarregado um peso de mil quilos, e ela soltou um suspiro longo e silencioso.
Aeliana olhou para Wallace, com os olhos brilhando intensamente, e seu tom de voz tornou-se muito mais leve:
— Sr. Wallace, o seu pulso estabilizou.
— Aquele homem realmente entregou o antídoto verdadeiro.
— Que maravilha.
— Sr. Wallace, como o senhor se sente exatamente agora? Ainda sente aperto no peito? A cabeça ainda gira?
Wallace recostou-se na cabeceira da cama; seu rosto estava visivelmente mais corado do que ontem, e seus olhos, mais límpidos.
Ele balançou a cabeça, e embora sua voz ainda estivesse rouca, cada palavra soava clara e forte:
— Estou muito mais aliviado, é como se... cof... é como se aquela pedra enorme que pressionava meu peito tivesse sido removida.
Ele falou enquanto seu olhar pousava carinhosamente no rosto de Aeliana, adotando propositalmente um tom descontraído:
Era o remédio que Aeliana prescrevera para fortalecer o corpo de Wallace.
Wallace estivera envenenado por muitos anos. Embora tivesse tomado o antídoto e eliminado o veneno, ainda havia bastante toxicidade residual em seu corpo; portanto, Aeliana ainda precisava prescrever medicamentos para regular seu organismo.
— Como está o Sr. Wallace?
Assim que viu Aeliana sair, Jocelino parou e perguntou em voz baixa, seu olhar captando agudamente as sutis mudanças na expressão dela.
Aeliana levantou a cabeça e, ao vê-lo, um sorriso genuíno floresceu naturalmente em seu rosto, dissipando a última sombra de tristeza entre suas sobrancelhas.
— O Sr. Wallace está bem.
— O antídoto era verdadeiro. Acabei de tomar o pulso do Sr. Wallace, e está estável, a respiração flui bem. Está melhor do que o melhor cenário que eu havia previsto. Graças a Deus... é um milagre.
A voz de Aeliana tornou-se leve enquanto ela passava a tigela de remédio para Jocelino.

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