Eduardo, que estivera em silêncio até então, finalmente falou:
— Luana, seu pai não apenas violou a lei, mas quase custou a vida de Jocelino e Aeliana. Nesse assunto, nem o avô pode intervir.
Yves disse, subitamente agitado:
— Vovô! Será que o senhor não se importa nem um pouco com o afeto de pai e filho? O papai é seu filho biológico!
— É justamente por ele ser meu filho que eu não posso ser conivente!
Eduardo bateu com força na mesa:
— Qual é o lema da família Barreto? Ser íntegro e honesto! E o que ele fez? Contratou assassinos! Manteve o próprio pai em cárcere privado!
Luana chorou ainda mais alto:
— Mas o papai fez isso... não foi também pela família Barreto? Ele disse mais de uma vez que o Jocelino é muito jovem e não conseguiria controlar uma empresa tão grande quanto o Grupo Barreto...
— Absurdo! — interrompeu Jocelino asperamente. — Pela família Barreto? Ele fez isso pela própria ambição! Se eu não tivesse descoberto cedo, o Grupo Barreto já teria sido esvaziado por ele!
Heloisa acrescentou suavemente:
— Luana, Yves, sabemos que vocês estão preocupados com o pai de vocês. Mas já pararam para pensar que, se formos coniventes agora, o que ele fará da próxima vez? Mais pessoas inocentes poderiam ser prejudicadas.
Yves disse com os olhos vermelhos:
— Mas... afinal de contas, ele é o nosso pai! Como podemos ficar olhando ele ir para a cadeia?
— Yves.
No fundo, eram netos que ele vira crescer. Ao vê-lo naquele estado, Eduardo também sentiu um aperto no coração e suavizou um pouco o tom:
Benício, que permanecera silencioso na sombra de um canto da sala, adiantou-se imediatamente:
— Sim, senhor.
— Leve-os para fora. — Eduardo acenou com a mão, com um tom de frieza inédito. — Mande-os de volta para a casa deles. Sem a minha permissão, eles estão proibidos de pisar nesta mansão novamente nos próximos tempos.
— Sim, senhor. — Benício assentiu e, em seguida, fez um gesto para a porta. Dois seguranças de porte robusto entraram imediatamente, prontos para "convidar" Luana e Yves a se retirarem.
— Não! Vovô! Eu não vou! — Ao ver aquilo, Luana avançou bruscamente, abraçando com força as pernas de Eduardo e gritando em prantos. — O senhor não pode ser tão cruel! Ele é meu pai! Se o senhor não o salvar, eu vou ficar ajoelhada aqui até morrer!
Yves também foi agarrado pelos braços pelos seguranças. Ele lutava com força; a força de um jovem não era pequena, o que momentaneamente dificultou a ação dos seguranças.
Com os olhos vermelhos, ele rugiu para Eduardo:
— Me soltem! Nenhum de vocês da família Barreto presta!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Despertar Depois dos 1460 dias