— Vovô! Você é parcial! Você só tem olhos para o Jocelino! Meu pai e seus outros filhos e netos são lixo para você?
Ele continuou gritando:
— Agora você vai ficar olhando meu pai morrer, é isso?
— Irmão, pare de falar! — Luana gritou assustada, tentando impedir Yves de falar o que não devia.
Mas já era tarde.
As palavras de Yves foram como facas envenenadas, cravando-se fundo no coração de Eduardo. O corpo de Eduardo balançou quase imperceptivelmente, e seu rosto ficou cinzento instantaneamente. Ele apontou para Yves com o dedo trêmulo.
— O que... O que você disse? Repita o que você disse?
Yves estava no auge da raiva e, sendo contido pelos seguranças, a rebeldia e a fúria lhe subiram à cabeça. Ele gritou sem se importar com as consequências:
— Eu disse alguma mentira?
Ele continuou o desabafo furioso:
— Desde pequeno, tudo o que é bom vai para o Jocelino! A empresa é dele, o seu carinho também é dele! Meu pai trabalhou como um cavalo para você e para a família Barreto por tantos anos, e o que você deu a ele? Agora que ele está com problemas, você não só não ajuda, como ainda chuta cachorro morto! Você merece ser pai? Merece ser avô?
— Seu animal!
Eduardo bateu com força na mesa de centro, fazendo as xícaras de café tremerem ruidosamente. Ele tremia de raiva e, quase sem ar, começou a tossir violentamente.
Jocelino deu um passo rápido para segurar o avô, ajudando-o a recuperar o fôlego, enquanto gritava severamente para Benício:
— Ainda estão parados esperando o quê? Joguem eles para fora!
A voz de Jocelino era como gelo, carregada de uma fúria cortante. Benício e os seguranças não ousaram mais hesitar e ergueram à força Luana, que chorava sem parar, e Yves, que continuava xingando, praticamente arrastando-os para fora da porta.
No pátio, Yves ainda se debatia e gritava inconformado, enquanto Luana estava desfeita em lágrimas. Jocelino caminhou até eles, sua figura alta projetando uma sombra opressora.
— Coloquem-nos no carro.
Vários carros pretos deslizaram silenciosamente até a porta da mansão. Yves e Luana foram enfiados em carros separados. Yves ainda tentou resistir, mas foi imobilizado discretamente pelo segurança num ponto de pressão, perdendo as forças instantaneamente, restando-lhe apenas olhar com ódio para Jocelino.
O comboio não seguiu para o centro da cidade, mas sim em direção a uma clínica de repouso privada e isolada nos arredores. O ambiente era tranquilo, mas a segurança era extremamente rigorosa.
Jocelino desceu do carro, abriu pessoalmente a porta e disse friamente para os dois, que tinham expressões de dúvida e medo:
— Desçam.
— Jocelino! O que você quer fazer? Cárcere privado é crime!
Yves gritou, tentando parecer corajoso, mas tremendo por dentro.

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