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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 1141

Outro empresário, de raciocínio rápido, deu um tapa súbito na própria coxa, elevando o tom de voz com a excitação de quem acaba de ter uma epifania.

— Minha nossa! Olhem só a minha memória! Lembrei-me agora! A Srta. Aeliana Oliveira não é aquela "Dra. Aeliana" que ganhou fama recentemente no mundo da medicina?

— Aquela que curou vários casos impossíveis no nosso círculo e que até o Sr. Victor Gomes não cansa de elogiar!

Essas palavras foram como jogar uma pedra enorme em um lago sereno, provocando ondas de choque imediatas.

— Sim, sim, sim! Também me lembrei! A Paula não foi curada justamente pela Dra. Aeliana? Ouvi dizer que a técnica dela com as agulhas é impressionante; parece até milagre.

— Eu não imaginava que a lendária Dra. Aeliana fosse tão jovem e tão bela.

— Então a Dra. Aeliana é a noiva do Sr. Barreto! Que falta de respeito a minha não ter percebido antes!

— O Sr. Barreto tem realmente um olho clínico! A noiva que ele escolheu não só tem uma linhagem e aparência excepcionais, como também possui uma capacidade pessoal extraordinária! Não é à toa que o Sr. Barreto, sempre tão frio e avesso às mulheres, acabou se rendendo.

— Dá pra dizer que é uma união e tanto.

— O Sr. Barreto é mesmo o Sr. Barreto, até na escolha da companheira ele demonstra uma visão única. É de se admirar!

Num instante, o salão de festas foi preenchido por elogios a Aeliana.

Aqueles que, inicialmente, tratavam Aeliana com cortesia apenas por consideração a Jocelino, agora demonstravam um respeito genuíno e admiração em seus olhares.

Aeliana, diante de todos esses elogios voltados à sua habilidade médica, manteve um sorriso humilde e adequado, sem demonstrar qualquer traço de arrogância.

Ela acenou levemente para a multidão:

— Os senhores são muito gentis. O caminho da medicina é um aprendizado sem fim, e eu apenas cumpro o meu dever como médica.

Jocelino, de pé ao lado dela, sentiu a admiração sincera nos olhares de todos. Apertou a mão de Aeliana com um pouco mais de força, sentindo o orgulho transbordar em seu peito.

Aeliana ficou ao lado dele ouvindo por um tempo, mas percebeu que não entendia muito do assunto e nem estava muito interessada. Apertou levemente a palma da mão de Jocelino, indicando com o olhar que iria dar uma volta.

Jocelino entendeu e baixou a cabeça para sussurrar no ouvido dela:

— Tudo bem, não vá longe. Se estiver com fome, vá para a área do buffet. Eu irei te encontrar em breve.

Aeliana assentiu e, segurando a barra do vestido, caminhou em direção à área do buffet, que estava relativamente mais tranquila.

A área de alimentação estava decorada com requinte, repleta de todos os tipos de iguarias.

Aeliana serviu-se de um pequeno prato de salada de frutas. Quando estava prestes a procurar um lugar discreto para se sentar, seu olhar varreu casualmente uma área de negociações próxima e, inesperadamente, pousou sobre uma figura familiar.

Era Santiago Laginha.

Ele vestia um terno cinza-escuro bem cortado e gravata borboleta, conversando em voz baixa com um homem de meia-idade. De perfil para Aeliana, ele parecia concentrado, assentindo ocasionalmente, com uma taça de champanhe entre os dedos e uma postura elegante.

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