Jocelino parou, olhando para ele sem expressão, com a voz desprovida de qualquer calor.
— Sr. Oliveira, acho que a atitude de Aeliana já foi bem clara. Os assuntos da família Oliveira não dizem respeito a ela.
— Eu sei! Eu sei que erramos com ela!
Rodrigo o interrompeu agitado, falando de forma desconexa.
— Eu prometo! Se você deixar ela salvar o Henrique desta vez, eu levo meus pais embora imediatamente! Nunca mais apareceremos na frente dela! Nunca mais a incomodaremos! Eu juro! Por favor!
O olhar de Jocelino permaneceu frio, trazendo até um traço de sarcasmo:
— Levar seus pais embora? Isso não é algo que vocês já deveriam ter feito há muito tempo? Agora usa isso como condição para salvar seu irmão?
— Rodrigo, não acha isso ridículo?
Jocelino fez uma pausa, e seu tom foi categórico:
— Impossível. Não vou deixar que ela se preocupe novamente com os assuntos da família Oliveira. Por favor, retire-se.
A última esperança foi completamente esmagada. O rosto de Rodrigo ficou pálido instantaneamente, seu corpo balançou e ele quase desabou no chão.
Justamente quando Rodrigo estava em total desespero.
Naquele momento, do lado de dentro do escritório, a porta de uma sala de descanso que estava fechada foi empurrada suavemente.
Aeliana saiu de lá.
— O que você quer comigo?
Ao ver Aeliana, Rodrigo pareceu ver a esperança e correu para suplicar a ela.
— Aeliana, eu sei que antigamente agimos errado com você, mas o Henrique, afinal, é seu irmão. Ele está morrendo agora. Não peço que o perdoe, mas você poderia salvá-lo?
— O médico disse que ele já está em estágio terminal, tem poucos dias de vida.
— Você não está errado. Somos todos uma família; afinal, o sangue fala mais alto. Henrique, no fim das contas, é meu irmão biológico.
— Eu não posso salvá-lo, mas ir vê-lo uma vez antes de morrer é o certo a se fazer.
— Mas, Rodrigo, eu te digo: isso não significa que eu perdoo vocês.
A voz de Aeliana era leve, mas entrou claramente nos ouvidos de todos.
— Posso concordar em ir com você ao hospital, mas isso será provavelmente o último vínculo entre mim e a família Oliveira.
— Desta vez eu vou, não por outro motivo, mas só para colocar um ponto final nisso. De agora em diante, se a família Oliveira vive ou morre, se tem glória ou desonra, isso não terá mais nada a ver comigo.
Ao terminar de falar, ela não olhou mais para a expressão de Rodrigo, que se tornara instantaneamente muito complexa, e virou-se para Jocelino, recuperando seu tom calmo habitual.
— Jocelino, prepare o carro para o hospital. Salvar uma vida é prioridade.

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