No último instante, Guepardo inclinou a cabeça para trás. Os dentes afiados do Leopardo cravaram-se no ombro robusto do homem, afundando na carne.
Guepardo soltou um uivo de dor. Com a mão livre cerrada em punho, usou toda a sua força bruta para esmurrar o flanco do animal de forma impiedosa.
O som oco de ossos se partindo, acompanhado pelo ganido agoniado do Leopardo, pôde ser ouvido vagamente até mesmo dentro dos camarotes à prova de som.
A cena transformou-se instantaneamente em um caos sangrento.
Homem e fera rolavam pelo chão, emaranhados. Rugidos, gritos, estalos ósseos e o som repugnante de carne sendo dilacerada se misturavam no ar.
O sangue espirrava para todos os lados, tingindo o chão da jaula e manchando as barras de contenção.
Guepardo possuía uma força titânica e era insensível à dor, mas o Leopardo era infinitamente mais ágil e letal, direcionando cada mordida para pontos vitais.
Nos camarotes, o silêncio mortal foi quebrado.
Murmúrios contidos e suspiros trêmulos de excitação começaram a ecoar de várias direções.
Os convidados passaram a sussurrar apressadamente em seus comunicadores, realizando as apostas.
— Coloque mais duzentos e cinquenta mil no Guepardo!
— Caralho! Esse Guepardo é forte mesmo! Tem o couro duro! Pode dobrar! Eu vou colocar mais quinhentos mil nele! Duvido que ele não consiga matar um bicho desses!
— Que nada! Você é cego? Não viu o bote que o Leopardo deu agora pouco? Quase arrancou a garganta dele! Eu vou de Leopardo, aposto setecentos e cinquenta mil!
— Porra, que loucura! O Sr. Lopes caprichou dessa vez! Vou apostar nos dois para garantir... Um milhão e meio no Guepardo e quinhentos mil no Leopardo!
— Merda, sangue! Olha o sangue! Hahaha, que espetáculo! Eu acompanho, um milhão no Guepardo! Levo fé nele! O efeito daquela droga nem bateu com força ainda!
— Calem a boca! É a hora decisiva! O Leopardo vai atacar!


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