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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 1300

Sua voz ecoava com força, a postura agressiva indicando que não recuaria até ver o gerente, e que estava pronto para causar um escândalo a qualquer momento.

A situação chegou a um impasse.

"Narciso", ignorando o olhar do segurança que parecia querer devorá-lo vivo, começou a fazer um escândalo ainda maior na entrada.

Ele olhou em volta, erguendo a voz para os outros convidados que aguardavam a revista.

— Ouçam só isso, pessoal! Que absurdo! — Bradou ele. — Viemos aqui para gastar dinheiro e nos divertir, não para sermos insultados! Colocam essa porcaria de segurança e nos tratam como criminosos! Ficam revistando a gente! Nenhuma gota de respeito! Se o "Cassino Safira Azul" não aguenta o tranco e tem tanto medo, devia fechar as portas de uma vez! Que mérito há em atormentar os próprios clientes?

Suas palavras ressoaram de imediato com parte dos presentes.

Os que frequentavam um evento como o "Cassino Serra Nobre" eram pessoas ricas ou da alta sociedade, acostumadas a serem aduladas. Quando já tinham sido submetidas a um "tratamento" como aquele? Logo, alguns começaram a concordar.

— O Sr. Porto tem razão. — Disse um deles. — Não é a primeira vez que participamos desse tipo de evento, e nunca tivemos que passar por tantas revistas ou entregar até o celular.

— É mesmo, será que o Sr. Lopes não está exagerando um pouco dessa vez? — Comentou outro.

— Viemos aqui para nos divertir, não para sermos interrogados. — Ecoou um terceiro.

Vendo que a situação estava fugindo do controle, os rostos dos seguranças ficaram ainda mais sombrios. Eles trocaram olhares e, sutilmente, começaram a cercá-los.

O líder encarou "Narciso", com a voz carregada de gelo:

— Sr. Porto, este é o último aviso. Por favor, colabore com a segurança. — Ele ameaçou. — Caso contrário, não nos culpe por sermos ríspidos. Teremos que "convidá-lo" a se retirar.

Com a maquiagem impecável, seus longos cabelos ondulados repousavam sobre os ombros. Entre os dedos, segurava um cigarro longo e fino, cuja ponta acesa brilhava intermitente na meia-luz do ambiente.

Ela tinha traços lindíssimos, mas havia um ar de arrogância e indiferença típicos de quem fora mimada a vida inteira. Seu olhar correu pela confusão na porta e finalmente parou em Jocelino, o "Narciso", que estava cercado pelos seguranças. Um sorriso sutil curvou os lábios vermelhos da mulher.

— Sra. Saramago! — O líder dos seguranças cumprimentou-a de imediato, a expressão mudou na hora e ele disse, respeitoso.

A mulher chamada "Sra. Saramago" se aproximou a passos lentos. Seu olhar repousou por uma fração de segundo na extravagante vestimenta de "novo rico" de "Narciso", e um lampejo imperceptível de desdém cruzou seus olhos, sendo rapidamente substituído por um sorriso charmoso.

Ela soprou uma argola de fumaça, e sua voz saiu doce.

— O senhor é um rosto novo por aqui, mas tem um temperamento e tanto. — Ela disse com suavidade. — O que foi? O nosso "Cassino Safira Azul" falhou com a hospitalidade e o deixou chateado?

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