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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 1403

— Já tem namorado? Ou será que... já tem alguém?

Essa pergunta imediatamente despertou o interesse das outras.

Belmira piscou o olho:

— É verdade! A Dra. Porto é tão incrível, com certeza não faltam pretendentes! Será que ela é muito exigente? Qual o seu tipo?

Aeliana não esperava que o assunto mudasse de repente para aquilo. Ficou um pouco surpresa, mas logo deu um sorriso um tanto resignado.

Ela se lembrou de Jocelino, e um calor suave tomou conta de seu coração, mas por fora apenas balançou a cabeça, desconversando em um tom leve:

— Vocês adoram brincar. A vida de médica é tão corrida, não tenho tempo para pensar nessas coisas.

Aeliana usou habilmente a desculpa da rotina agitada e da carreira para se esquivar, sem confirmar nem negar, mantendo a postura elegante e contida.

— Ah, Dra. Porto, assim não tem graça! Conta só um pouquinho! — Lidiane insistiu.

— Isso mesmo! Quem sabe a gente não te ajuda a avaliar os bons solteiros da Vila das Nuvens Cinzentas! — Belmira entrou na brincadeira.

Aeliana apenas sorriu e, sem dar corda, inverteu o foco da conversa para elas:

— Chega de falar de mim, falem de vocês. Tem alguma... hum, fofoca interessante no hospital? Ou, qual é o tipo de vocês?

Dessa vez, foram as garotas que ficaram envergonhadas. Entre risos e provocações mútuas, a atenção delas foi desviada com sucesso.

Entre conversas e risadas, o grupo virou a esquina e se deparou com um restaurante chamado "Bossa Café".

Era exatamente ali que Aeliana as havia convidado para comer naquele dia.

O lugar não era grande, mas tinha uma decoração limpa e de bom gosto. A luz amarela e quente que escapava pelas janelas de vidro tornava o ambiente especialmente acolhedor enquanto o céu escurecia.

Elas foram conduzidas até uma mesa redonda perto da janela.

As mesas e cadeiras de madeira clara estavam impecavelmente limpas.

Nas paredes, algumas aquarelas das ruas antigas da Vila das Nuvens Cinzentas adicionavam um toque de nostalgia. Os cardápios eram plastificados, repletos de fotos e com preços bem visíveis.

— Dêem uma olhada no que querem comer. Peçam o que quiserem, por favor, fiquem à vontade.

Aeliana entregou-lhes o cardápio com um tom sincero.

O ambiente descontraído, o cheiro familiar da comida e a atitude generosa de Aeliana fizeram com que o último resquício de timidez das garotas desaparecesse.

Elas começaram a estudar o cardápio animadamente. Aeliana apenas observava com um sorriso, dando uma sugestão ou outra, mas com metade de sua mente já focada nas informações que aquela conversa informal poderia trazer.

A comida não demorou a chegar, fumegante e com uma aparência e aroma irresistíveis. Elas comiam e conversavam, e o assunto fluiu naturalmente dos elogios aos pratos para as fofocas e histórias engraçadas do hospital.

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