— Isso aí! Meu jovem! Tem atitude! Eu te apoio! — Sr. Soberano gritou em aprovação.
Ricardo deu um sorriso frio:
— Certo! Quer bancar o durão, não é? Então vamos continuar!
— Crupiê, jogue os dados!
O crupiê enxugou o suor da testa e pegou o copo de dados novamente.
O copo foi virado para baixo.
— A regra é a mesma, você adivinha primeiro. — Ricardo encarava Jocelino intensamente.
Desta vez, Jocelino não fechou os olhos. Em vez disso, fixou o olhar na mão do crupiê que segurava o copo. Com as sobrancelhas levemente franzidas, após um momento, hesitou antes de falar:
— Eu acho... que desta vez são 15 pontos.
Ricardo riu friamente por dentro.
Ele imediatamente olhou para o crupiê. A mão direita do crupiê, escondida debaixo da mesa, fez um movimento extremamente sutil.
O polegar pressionou levemente a palma da mão.
Ricardo entendeu o recado. Para garantir a vitória e humilhar o oponente com uma grande diferença de pontos, fingiu pensar por um momento:
— Quinze pontos? Parece que sua coragem só vai até aí. Eu chuto... cinco pontos.
Cinco pontos.
Um número muito baixo, completamente oposto aos quinze pontos.
— Pode abrir. — Ricardo estava confiante na vitória, com um sorriso gelado já se formando nos lábios.
O crupiê obedeceu, colocando a mão sobre a tampa do copo de dados, pronto para revelá-lo.
Exatamente no instante em que seus dedos estavam prestes a tocar a borda da tampa, Jocelino, que acompanhava cada movimento dele, moveu as orelhas de forma quase imperceptível.
Então, ele ouviu. Uma fração de segundo antes dos dedos do crupiê descerem, um ruído extremamente baixo veio do fundo do copo de dados.
Jocelino franziu a testa.
Algo estava errado.
Havia algum mecanismo naqueles dados ou no copo.
Em uma fração de segundo, Jocelino soltou um grito alto.
— Espere!
Esse grito repentino fez todos paralisarem.
Jocelino foi mais rápido. Em um salto, avançou e prendeu o pulso do crupiê com a mão.
Seus dedos pareciam sem força, mas pressionaram com precisão um ponto de tensão no pulso do crupiê, aplicando um estímulo certeiro que fez o braço inteiro do homem adormecer instantaneamente, incapaz de se mover.
— O que... o que você está fazendo! — O crupiê estava assustado e furioso.
Mas Jocelino não deu atenção a ele. Virou-se para os convidados ao redor, que estavam atônitos com a reviravolta, e depois olhou para Ricardo, cujo rosto já estava pálido de raiva. Ele falou em voz alta:
— Sr. Ricardo! Já que vamos apostar, temos que apostar de forma justa e honesta! Se não há nada de errado com esses dados, por que tem medo de me deixar dar uma olhada?
— Ou será... que vocês têm culpa no cartório e estão com medo de serem desmascarados aqui e agora?
Essas palavras encurralaram Ricardo e o crupiê completamente.
Sob os olhares de todos os presentes, se Ricardo não tivesse coragem de permitir a inspeção, isso não seria o mesmo que confessar a culpa?
A expressão de Ricardo já não podia ser descrita apenas como ruim.
Como ele teria coragem de deixar Jocelino inspecionar de verdade?
Que piada!
Com todo mundo olhando, se de fato encontrassem algum mecanismo de controle remoto dentro daqueles dados, em pleno cassino da família Porto, na frente dele, o Sr. Ricardo, e com tantas testemunhas...

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