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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 1582

Ela precisava entender a situação o mais rápido possível.

A presença de Evelise era um alerta, mas também uma oportunidade.

Ela teria de encontrar um jeito de se reunir com Evelise sem despertar suspeitas, obter informações precisas sobre o que estava acontecendo do lado de fora e definir o próximo passo.

Com a mente já decidida, Aeliana seguiu até o quarto de Amália com a bandeja nas mãos. Sua postura permanecia inabalável, como se o terremoto emocional de instantes antes nunca tivesse acontecido.

Ela ajudou Amália com o café da manhã e a infusão nutritiva, ficou algum tempo ao lado dela e, ao notar o cansaço no rosto da mulher, ajeitou cuidadosamente as cobertas para que pudesse descansar e saiu em silêncio.

Ao descer, viu Evelise limpando o corredor do lado de fora do lavabo do primeiro andar.

Era a sua chance.

Aeliana foi primeiro à cozinha, fingindo buscar alguma coisa, e depois seguiu em direção ao lavabo.

Ao passar por Evelise, sussurrou:

— Daqui a quinze minutos, no quartinho de ferramentas do jardim dos fundos. Diga que está me ajudando a carregar as ervas que estavam secando.

Evelise assentiu de forma quase imperceptível.

Quinze minutos depois, usando a desculpa de verificar a secagem de um novo lote de plantas no jardim, Aeliana chamou Evelise para ajudá-la.

O quartinho de ferramentas raramente era usado e, naquele momento, estava completamente silencioso.

Assim que entraram e confirmaram que não havia ninguém por perto, a postura dócil e tímida de Evelise desapareceu na mesma hora. Seus olhos ficaram afiados e ansiosos. Sem nem recorrer a códigos, ela disparou em voz baixa e apressada:

— Aeliana, temos um problema. O Sr. Barreto foi levado pela polícia.

O cesto de ingredientes botânicos caiu das mãos de Aeliana com um baque surdo, espalhando algumas raízes pelo chão.

Ela nem se deu ao trabalho de recolhê-las; ergueu a cabeça bruscamente, com a testa franzida.

— Como?

— Quando foi isso?

— E por quê?

— Foi no fim da tarde do dia seguinte ao encontro de vocês. Ele foi levado diretamente do Cassino Noite de Cristal.

A voz de Evelise saía rápida e contida:

— Como está o Jocelino agora?

— Ele se feriu?

Aeliana despejou as perguntas em sequência, a voz tensa pelo esforço de não se exaltar, enquanto cravava as unhas na palma da mão.

Como herdeiro do Grupo Barreto, quando Jocelino tinha passado por um sufoco daqueles?

Ter o cabelo arrancado à força... Aeliana mordeu o lábio, sentindo uma onda de indignação ferver dentro de si.

— O Sr. Barreto reagiu rápido. Não conseguiu impedir tudo, mas evitou que tirassem sangue dele. O braço sofreu um corte superficial, mas não é grave e já foi tratado.

Evelise respondeu apressadamente:

— Ele ainda deve estar detido na delegacia. Pela lei, só podem segurá-lo por no máximo quarenta e oito horas. O Sr. Wallace recebeu o sinal do Jocelino imediatamente e já limpou qualquer rastro que pudesse nos comprometer.

— Mas o Sr. Wallace avisou que, desta vez, os adversários estão sendo implacáveis. Não é uma investigação comum, e qualquer imprevisto pode acontecer enquanto ele estiver lá ou logo depois que for solto.

Aeliana se obrigou a manter a calma, enquanto sua mente trabalhava em velocidade máxima.

Jocelino estava seguro por enquanto, mas numa posição extremamente arriscada. Além disso, com sua identidade sendo colocada em dúvida, ficar preso dentro de uma delegacia o tornava um alvo fácil.

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