— Ah, muito obrigada, chefe! Termino num instante!
Como se tivesse acabado de receber um grande favor, Aeliana assentiu várias vezes, agradeceu e fechou a tampa do carrinho. De cabeça baixa, empurrou tudo para dentro do quarto e fechou a porta com cuidado.
Só quando a porta bloqueou a visão de fora é que Aeliana soltou um suspiro quase imperceptível. Suas costas já estavam cobertas por uma fina camada de suor.
Ainda bem que ela havia previsto a inspeção e escondido com habilidade o saco de tecido que usaria para levar Amália no meio das outras coisas. Caso contrário, teria sido descoberta.
Agora, o primeiro passo tinha sido concluído com sucesso, sem grandes sustos.
O próximo seria o verdadeiro teste.
O quarto estava iluminado apenas por uma pequena luz de cabeceira.
Amália dormia profundamente, respirando de forma estável sob o efeito dos remédios.
Sofia, por sua vez, cochilava na cadeira de acompanhante ao lado, com a cabeça tombada, claramente entre o sono e a vigília.
Aeliana entrou empurrando o carrinho, cujas rodinhas produziam um ruído baixo e abafado sobre o carpete.
Aquele som quase inaudível pareceu altíssimo no silêncio do quarto e assustou Sofia na mesma hora. Ela tinha sono leve e vivia com os nervos à flor da pele.
Sofia abriu os olhos enevoados, forçando as pálpebras pesadas. Mirou de forma confusa a figura com o carrinho perto da porta, franziu a testa por reflexo e murmurou, irritada por ter sido acordada:
— Quem é... a essa hora... que palhaçada é essa...
O coração de Aeliana disparou.
Droga.
Sofia acordou.
Embora no dia a dia Sofia parecesse apenas uma governanta, para trabalhar sob as ordens de Leonardo ela certamente tinha um nível de alerta altíssimo.

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