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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 1634

Aproveitando a luz fraca, ela olhou para Amália, ainda desacordada ao seu lado, e confirmou que sua respiração seguia estável, sem nenhuma anormalidade.

O motor da van roncou baixo. O veículo começou a se mover devagar, deixando o estacionamento subterrâneo e logo se misturando ao tráfego ainda intenso da noite na Vila das Nuvens Cinzentas.

Do lado de fora, a cidade brilhava, agitada e barulhenta; do lado de dentro, reinava um silêncio denso.

Aeliana fechou os olhos e se apoiou na lateral da van, deixando os batimentos acelerados do coração se acalmarem aos poucos.

Ela levou a mão a um bolso interno e tirou o microcomunicador. A tela acendeu com um brilho fraco na escuridão.

A van em que Aeliana seguia já havia se integrado ao fluxo de carros, sumindo sem deixar rastro.

Quando os seguranças finalmente reagiram, abriram a porta e viram o quarto vazio, já era tarde demais.

Na porta do quarto VIP, embora os dois seguranças tivessem dispensado a funcionária da limpeza, seus instintos profissionais continuavam dizendo que algo estava errado.

Por mais razoável que a explicação dela tivesse parecido, o carrinho parecia pesado demais.

Os dois trocaram um olhar, e ambos viram a dúvida refletida nos olhos do outro.

— Tem alguma coisa errada.

Um deles falou em voz grave:

— Vamos entrar e conferir.

O outro assentiu, e os dois abriram a porta imediatamente.

O quarto estava em completo silêncio, iluminado apenas pela luz fraca do abajur noturno.

A cama estava vazia.

O cobertor havia sido jogado de lado de forma desordenada, e ainda havia uma marca funda no travesseiro, mas Amália tinha desaparecido sem deixar rastro.

— Senhorita?

O rosto do segurança mudou na mesma hora, e seu coração despencou.

Ele virou bruscamente para a cadeira de acompanhante ao lado. Sofia estava caída ali, parecendo dormir profundamente, até soltando leves roncos.

— Sofia! Acorda! Sofia!

O segurança correu até ela e sacudiu seus ombros com força.

Sofia abriu os olhos de forma lenta, ainda grogue, com o olhar perdido, como se não tivesse despertado por completo, e resmungou:

— O... o que foi... por que esse grito todo...

— Cadê a jovem?

— O que foi?

— Sr. Marques... Sr. Marques...

A voz do segurança estava seca e rouca de tanto medo e tensão, quase sem sair:

— Aconteceu... aconteceu um problema...

— A jovem... a jovem sumiu.

Houve um silêncio mortal do outro lado da linha, como se até o ar tivesse congelado.

Depois de longos segundos, a voz de Leonardo soou outra vez. Não dava para perceber emoção nenhuma, mas era fria o bastante para congelar os ossos.

— O que você disse? Repete.

— A jovem... a Sra. Oliveira... ela estava no quarto agora há pouco. Nós, nós só nos distraímos por um instante...

— Não, foi aquela faxineira!

— Entrou uma faxineira aqui agora há pouco. Só pode ter sido ela!

— Foi ela que levou a jovem!

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