— Vamos partir hoje mesmo.
— Verifique com cuidado as coisas da pequena, não deixe faltar nada.
— Sim, patrão, vou agora mesmo.
Sofia concordou prontamente, lançou um olhar para a silenciosa Amália e tentou confortá-la em voz baixa:
— Senhorita, fique tranquila. Com o patrão por perto, não importa para onde formos, ele não deixará que você nem a pequena passem por dificuldades. Vou arrumar as coisas, veja também o que deseja levar.
Dito isso, ela caminhou rapidamente para o quarto interno e começou a organizar tudo de forma ágil.
Amália continuou sentada, observando as costas de Sofia se movendo atarefada e, em seguida, abaixou a cabeça para olhar a filha em seu colo, que dependia inteiramente dela.
Amália ficou em silêncio por um longo tempo, tanto que a criança em seus braços se moveu inquieta novamente, soltando um pequeno gemido.
Ela baixou os olhos para o rostinho adormecido, apertando os braços ao redor da manta com tanta força que tremiam levemente. Sua voz saiu quase num sussurro inaudível.
— Está bem... eu, eu vou seguir o papai.
Afinal, ela não tinha outra escolha a não ser confiar em Leonardo Marques.
Naquela mesma noite.
O avião pousou no aeroporto particular na fronteira.
O ar úmido, quente e pegajoso a envolveu instantaneamente, em total contraste com o clima seco e agradável da Vila das Nuvens Cinzentas.
Amália desceu da aeronave segurando a filha. Mesmo já preparada mentalmente, a paisagem rústica e o cheiro estranho de plantas e terra no ar fizeram a frágil esperança em seu coração afundar de vez.
VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Despertar Depois dos 1460 dias