Leonardo observava o tempo todo a expressão da filha. Ao vê-la olhar pela janela com um semblante complexo, decidiu perguntar.
— O que achou, Amália?
— Gostou do ambiente? O papai mandou arrumar especialmente para você.
— Se não gostar desse estilo, tenho outras vilas menores aqui por perto, o ambiente também é bom, posso levar você para escolher.
Amália desviou o olhar da janela, olhou para o pai, e o canto de sua boca tremeu de forma quase imperceptível.
Gostar? O que ela sempre gostou foi do estilo de arte moderna das áreas nobres da Vila das Nuvens Cinzentas.
Ou da elegância refinada e clássica do estilo europeu.
Aquela vista, mais do que um "lar", parecia um "palácio" ou "centro de comando" usado por um chefe poderoso para exibir sua autoridade e riqueza, cheia de ostentação direta e de uma estética... de um barão rústico.
Ela podia quase imaginar qual seria o estilo das outras "vilas" de seu pai.
Provavelmente não fugiriam dessa mistura de "segurança máxima" com "luxo exagerado".
— É... razoável.
Ela forçou um sorriso, com um tom de voz seco:
— Aqui... é bem peculiar.
Amália realmente não conseguia dizer a palavra "gostar".
Leonardo pareceu perceber que ela não estava sendo sincera, mas não disse muito, apenas sorriu:
— A segurança vem em primeiro lugar, o conforto em segundo.
— Acomode-se primeiro, com o tempo você se acostuma.


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Despertar Depois dos 1460 dias