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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 977

O círculo de envio da mensagem girou por um instante e, imediatamente, um ponto de exclamação vermelho surgiu na tela!

[Não foi possível enviar. Você não faz mais parte deste grupo.]

"Você foi removido do grupo"...

Aquela linha de texto frio do sistema foi como uma adaga de gelo cravada nos olhos de Gervásio, perfurando até o fundo de sua alma!

Ele encarou a tela do celular fixamente.

Uma onda indescritível de sangue, misturada com choque, absurdo e fúria, subiu à sua cabeça, fazendo as bochechas de Gervásio tornarem-se violáceas instantaneamente.

Gervásio estava possuído pela ira.

— Rebeldes!

— Todos se rebelaram!

— Eles ousaram me bloquear!

Tomado pela cólera, Gervásio arremessou o celular longe e começou a andar incessantemente pelo escritório, tentando dissipar o fogo que queimava em seu peito.

Mas não importava quantas voltas desse, a raiva não diminuía.

Ele parou, e embora não houvesse ninguém por perto, falou com a voz rouca para o ar, como se estivesse diante deles:

— Tudo o que eu fiz, afinal, foi para quê?

Era como se Camila e os filhos estivessem à sua frente, ouvindo aquelas palavras contidas por tanto tempo.

— Eu acordo cedo e durmo tarde, esgotei minha mente planejando... até mesmo...

A explosão na fronteira passou como um flash em sua mente. Ele não concluiu a frase, apenas balançou a cabeça.

Nem mesmo o sucesso iminente conseguia dissipar a melancolia de Gervásio naquele momento.

Ele caminhou até o bar, ignorou o copo e pegou diretamente a garrafa de uísque aberta, virando dois grandes goles. O álcool queimou sua garganta, mas não conseguiu suprimir o sentimento frio e sufocante em seu peito.

— Me bloquear... me expulsar do grupo... — Ele repuxou o canto da boca num sorriso amargo. — Que bela família eu tenho. Sem mim lá fora lutando, de onde viria a boa vida que vocês têm? E no final, é assim que me tratam.

Ele se abaixou para pegar o celular com a tela trincada no chão. O aparelho ainda funcionava, refletindo seu rosto cansado.

Seu dedo pairou sobre os nomes "Camila", "Marcelo" e "Beatriz" por um longo tempo. Quis ligar de novo, xingar, ou exigir explicações. Mas, no fim, deixou a mão cair e o celular voltou ao tapete.

A energia se esvaiu de repente, restando apenas o cansaço.

Gervásio desabou no sofá, olhando para a noite escura fora da janela. Aquele escritório, decorado a peso de ouro, estava agora silencioso e gelado.

O sucesso estava tão perto, mas tudo aquilo pelo que lutara desesperadamente parecia, naquele instante, ter perdido o sentido.

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