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Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata romance Capítulo 145

Ela nunca havia passado por uma experiência assim, sendo insultada publicamente.

Mesmo sabendo intimamente que se tratava de um mal-entendido, ser apontada e julgada por todos no meio da multidão a deixou paralisada, seu peito sufocado, sem saber como reagir.

— Que besteira é essa que vocês estão falando?!

Bruna avançou apressada, puxando Luana para trás de si de forma protetora.

— Eu aconselho você a não se meter onde não é chamada. — Wagner, no auge de sua fúria e sentindo a dor da mãe, via inimigos em todos os lugares: — Ela é uma amante! É como um rato de esgoto, merece ser achincalhada por todo mundo!

— Você ao menos procurou saber a verdade antes de...

Luana, vendo a postura ameaçadora de Wagner, ficou apavorada de que ele pudesse agredir Bruna.

Ela rapidamente puxou Bruna para trás de si e tentou falar: — Acredito que você esteja enganado. Eu realmente conheço o Sr. Marcelo, mas o meu contato com ele é estritamente profissional...

— Você parece ser tão nova e é tão bonita, por que não escolhe uma vida digna? Tinha que escolher ser amante!

— É isso mesmo, esse tipo de destruidora de lares, nos tempos antigos, era jogada no rio!

— Por dinheiro, elas fazem qualquer coisa, não têm nenhum pudor!

Ondas de sussurros maldosos vinham de todos os lados. Luana, reprimindo a raiva que começava a surgir em meio ao seu nervosismo, declarou: — Chamem o Sr. Marcelo aqui, eu posso esclarecer isso frente a frente com ele!

— Esclarecer? Vocês já devem ter combinado a mesma historinha há muito tempo! — Wagner sustentava a mãe, segurando a vontade de dar uma surra em Luana.

Mas a educação que recebera desde berço o impedia de levantar a mão.

Até mesmo sua mãe, de frente para a suposta amante, não era capaz de protagonizar barracos, dar tapas ou puxar cabelos.

Aquilo era sair barato demais para a mulher.

Luana puxou o ar com força e pegou o celular para ligar para Marcelo.

De repente, alguém na multidão esticou a mão e deu um tapa no aparelho, fazendo-o cair no chão.

— Por que ser educado com uma amante?!

— É verdade, gente assim é um poço de sem-vergonhice!

— Vai saber como os pais a educaram! Se eu tivesse uma filha assim, a matava de pancada!

— Que desgraça para a família, uma vergonha!

De repente, uma voz masculina e autoritária ecoou atrás de todos.

Wagner virou-se e, num reflexo, chamou: — Pai!

Marcelo saiu do elevador, olhou para a multidão curiosa e perguntou: — O que está acontecendo aqui?

— O que está acontecendo? — Juliana tomou a palavra. — Você ainda tem a ousadia de perguntar? Marcelo, eu jamais imaginei que, na sua idade, você seria capaz de fazer algo tão sujo pelas minhas costas!

— Do que você está falando? — Marcelo deu um passo à frente para segurá-la. — Como eu poderia fazer algo contra você?

Juliana se desvencilhou violentamente do toque dele: — Não toque em mim! Ela é a sua amante! Até quando pretendia esconder isso de mim?

— Mas como isso é possível? — Marcelo olhou para Luana, alarmado. — Acho que vocês estão com um mal-entendido imenso. A Srta. Lima e eu não temos nada a ver com o que vocês estão pensando.

— Você continua negando. — Os olhos de Juliana estavam vermelhos. Depois de tantos anos de casamento, um golpe daqueles era insuportável: — Você continua mentindo para mim!

Ela subitamente apontou o dedo para Luana: — O simples fato de ela estar aqui já diz tudo! Até quando você vai me enganar?!

Luana, já não aguentando mais a humilhação, finalmente elevou a voz: — Sra. Ferraz, garanto que a senhora está cometendo um grande engano. Eu e o Sr. Marcelo nos conhecemos há exatamente uma semana...

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