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Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata romance Capítulo 157

Como havia tomado Melatonina, Luana dormiu razoavelmente bem.

Bruna não saiu também, ficou de companhia para a amiga o dia todo.

À tarde, a conta de Luana recebeu um depósito.

Provavelmente foi feito por Marcelo.

Bruna falou: — Ele fez bem! Pegue mesmo o dinheiro, são os danos morais a que tem direito!

— Eu pego. E por que não pegaria? O tempo e o esforço foram meus, eu tenho direito a isso — concordou Luana.

Bruna assentiu com a cabeça: — Isso mesmo. Luana, seja sincera, o que acha do meu irmão?

— Seu irmão? — Luana não esperava essa súbita mudança de assunto. — Como assim, acho o quê?

— Do seu caráter, aparência, capacidade, personalidade... — Bruna listou, contando nos dedos. — Me fala a sua opinião.

— A minha opinião? — Luana meditou a respeito. — Ele não é de se jogar fora. O seu irmão... sem dúvidas é a pessoa mais impressionante que eu já vi na minha vida.

— Pois é, eu não te disse? Meu irmão é o máximo. — Bruna se aproximou de Luana: — E o que você sente por ele?

— O que eu sinto?

Após alguma hesitação, Luana preferiu soltar de vez a resposta: — Para falar a verdade... ele me intimida.

— Ah? — Bruna indagou. — Como assim meu irmão te intimida?

— Mas ele não intimida a você também?

Bruna retrucou: — Ele me intimida porque é duro comigo. Na minha casa todos me mimam, menos ele, que é um cubo de gelo em formato de gente. Mas ele te intimida por quê?

— A sensação é de que ele... sempre olha todo mundo de cima para baixo, com todo o seu ar de superioridade e comando. Como se ele e eu não fôssemos do mesmo mundo.

— O que é que tem? — argumentou Bruna. — Eu acho que o meu irmão é um poço de ternura com você.

Luana achou graça e não deixou de dar umas risadinhas.

Luana atendeu a ligação.

— Luana, eu tenho que me desculpar com você — a voz do outro lado soava apressada. — Quando te chamei de adúltera daquela vez, eu estava fora de mim, foi um erro feio que cometi. Eu espero que você não leve a mal.

Luana ficou surpresa com a conversa: — Onde ouviu que eu estaria traindo? Tem a ver com a história de Marcelo?

— Sim — Paulo confirmou, apressando-se a dizer: — Recebi uma ligação em que acusavam você de estar num caso. E o seu amante seria o Marcelo. Eu dei uma bisbilhotada aqui e ali até constatar que aquilo não passava de um mal-entendido.

— Não há necessidade de você me pedir desculpas. Aos seus olhos, eu sou o tipo de pessoa que atrai tais rumores, e por isso que você daria ouvidos sem nem questionar as origens dos boatos. E se, afinal de contas, você tem mesmo essa impressão detestável de mim, não vejo necessidade alguma de um pedido de desculpas vindo da sua pessoa — respondeu ela asperamente.

Paulo emendou: — Bem... Luana, as coisas não são assim, não me culpe. Todo mundo ficaria virado na fúria em minha posição!

— Quando se é familiarizado com o meu caráter e se tem confiança em minha pessoa, é normal reagir com certo espanto sobre a veracidade dos boatos. Mas eu, sequer pude desmenti-los à você, até ser classificada como a desleixada dos comentários. — Luana soltou uma risada discreta. — Mas devo dizer que foi devido a isso que vi por completo a imagem que vocês traçaram de mim.

— Luana...

— Por favor, não perca o seu fôlego com mais delongas. — Ela finalizou. — Assegure-se apenas de comparecer junto a Luciano ao tribunal quando a hora vier. Tudo que eu sofri pelas mãos dele, irei contar abertamente a juiz algum sem deixar passar nada. Se teme o prejuízo que este nosso divórcio possa levar à sua empresa, tente convencê-lo a vir o quanto antes concluir os procedimentos que dão cabo de nossa relação para sempre.

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