Ela tinha prometido para ele não evitá-lo mais.
Não poderia voltar atrás com a sua palavra.
Depois de se mudar, estimava-se que não houvesse mais muitos motivos para se encontrarem.
Só precisava aguentar mais um pouco.
Era apenas uma mudança.
Além do mais, não tinha muita coisa para arrumar.
Deveria ser bem rápido.
Os cinco se separaram na porta do restaurante depois da refeição.
Lindomar foi deixar Mila.
Bruna dirigiu primeiro para sua casa para começar a arrumação.
Mesmo que ela não fizesse a mínima ideia do que tinha para arrumar, já que Ulisses havia dado a ordem, ela só podia obedecer.
Já Luana entrou no carro de Ulisses.
Hoje havia um motorista, os dois sentaram-se no banco de trás.
Com outras pessoas ainda era tolerável, mas, quando ficava sozinha diante de Ulisses, Luana sentia o corpo inteiro desconfortável.
Ela nunca tinha feito coisas tão vergonhosas durante a vida inteira.
As coisas do iate já a faziam não conseguir levantar a cabeça.
Jamais passou pela sua mente que, de tanto beber, ela ainda teria coragem de ter mais um contato tão íntimo com Ulisses.
A questão era que os dois não eram próximos e Luana ainda tentava, com muito esforço, manter-se sempre distante dele.
Quem diria, quanto mais se teme algo, mais aquilo acontece.
Sua vontade inicial era manter distância, e acabou prometendo a ele que não iria tentar escapar de jeito nenhum.
Luana apenas desejava que, dali em diante, os dois não se encontrassem mais.
Ela ficava colada na porta do carro e o seu corpo magro ocupava apenas uma pequena parte do assento de trás.
Era nítido que ela estava lutando muito para se afastar dele.
Bebendo ela forçava a aproximação, e ao não alcançar o abdômen ela ficava até desesperada.
Aí assim que a bebedeira passava, ela simplesmente virava o rosto como se nem conhecesse, indo para o mais longe possível.
Ulisses estava prestes a rir de nervoso.
Com esse jeitinho, ela estava bem a cara de um canalha que vai pra cama e, quando veste as calças, se finge de desentendido.
Ulisses não disse uma única palavra, mas o seu fôlego cobriu de forma definitiva toda a cabine do carro.
Naquela época ela achava isso engraçado.
Qual o tipo de pessoa que seria capaz de possuir essa voz tão agradável assim?
Até que, enfim, encontrou Ulisses.
Aquele homem que, do lado de fora da loja de roupas, na primeira vez que o avistou, a assombrou.
Não imaginava que existiria essa voz tão formidável.
E hoje em dia ele se encontrava bem ao seu lado, fazendo uso de sua bela voz para indagar sobre sua separação.
Luana, mantendo fresco em sua cabeça o pedido de não o evitar, natural e verdadeiramente, procurava respondê-lo.
Ela tratou de dizer: — Não. Ele ainda não quer a separação, e até... tá querendo fazer os meus pais mentirem de testemunhas.
— Mentir testemunhando? — Ulisses foi olhar para ela: — O que eles querem dizer?
— Provavelmente... que eu e o Luciano temos um ótimo relacionamento e coisas do tipo, dizendo que sou eu quem está fazendo tempestade em copo d'água, deve ser algo assim.
A voz de Luana transparecia resignação e zombaria.
Quem diria que, ao ser ferida e querer o divórcio, seus pais ficariam do lado daquele canalha.
— Por acaso não pensou o que vai fazer agora?
Luana baixou o olhar e balançou a cabeça: — Eu também não sei o que fazer. Pensei, se não der de primeira, vai de segunda. Vai chegar uma hora em que eu consiga terminar esse casamento.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata
Continua bloqueado os capitulos do 30 a 144, como podemos ler os outros gratuitos assim?????????...
Poxa....Desbloqueia do 30 ao 144, pq do 145 para frente estão desbloqueado....
Pq tá bloqueado do 30 até o 144, e não bloqueado do 145 até o 165?...
Não vai abrir os capítulos gratuitos? Quero muito ler!...
Vai ter atualização?...
Esse livro é muito bom! Libera mais capítulos grátis por favor!...