Ulisses imediatamente parou. — Tudo bem, não vou me mover. Não tenha medo.
Ele deu um suspiro silencioso e colocou o caderno de volta sobre a mesa.
E disse: — Eu não vou folhear, pode guardar.
Depois de falar, caminhou até a porta, ficando bem distante de Luana.
Luana correu, pegando o caderno e abraçando-o contra o peito em dois ou três passos.
Na verdade, Ulisses já tinha certeza de que o desenho anterior definitivamente também era dele.
Mas a reação dela fora tão intensa que Ulisses não se atrevia a pedir para ver.
— Arruma as suas coisas, vou te esperar lá fora.
Com isso dito, ele não perdeu tempo; abriu a porta do quarto e saiu.
Segurando o caderno, o corpo de Luana enfraqueceu e ela encostou-se na mesa.
Se Ulisses insistisse em ver seus desenhos, ele poderia muito bem usar sua vantagem de altura... não, a enorme diferença de força física entre um homem e uma mulher não deixava a Luana chance alguma.
Mas ele havia deixado pra lá.
Luana achou que pelo menos seu último fragmento de dignidade estava a salvo.
Mas será que estava mesmo?
Ela resistiu tão desesperadamente, e ele, tão inteligente e perspicaz, provavelmente já sabia a resposta, não?
O rosto de Luana alternava entre o vermelho e o pálido, e seu corpo suava frio, trepidando levemente.
Ela queria ficar longe de Ulisses, mas uma coisa após a outra continuava provocando aquele contato físico entre eles.
Por que Deus a torturava assim?
Ulisses esperou por mais de dez minutos até que a porta se abriu.
Luana estava de cabeça baixa, arrastando sua mala para fora.
Ulisses estendeu a mão: — Eu pego.
Luana não hesitou e aceitou.
Mas não entregou nas mãos dele; apenas deixou a mala onde estava e deu dois passos para o lado.
E então disse: — Obrigada.
Ulisses percebeu que ela o estava evitando e resistindo, mas não disse nada. Ele pegou a mala e caminhou silenciosamente na frente dela.
Era aquilo de sempre: como ela ainda não havia se divorciado, ele não podia dizer ou fazer nada.
A verdade é que, naquele momento, havia uma pequena ponta de alegria no coração dele.
Luana o havia desenhado, e não apenas uma vez.
Ele seria o próprio motorista.
Luana de repente se sentiu muito desconfortável.
Se Ulisses dirigia e ela ficava sentada no banco de trás, era como se ela o estivesse tratando como seu chofer.
— Fique à vontade — Ulisses falou. — Se estiver cansada, tire um cochilo.
Ela não esperava que Ulisses percebesse seu dilema.
Um homem que estava tão acima de tudo conseguia ser tão atencioso e cuidadoso com os sentimentos dos outros.
Isso era inesperado para Luana.
Ela sentiu que sua suposição inicial estava certa.
Devido ao autocontrole rigoroso de Ulisses, provavelmente nenhuma mulher tivera tanto contato íntimo com ele.
Por isso, ele ficou curioso sobre ela.
Isso era compreensível.
Mas Luana não tinha o tempo, a energia nem a disposição para brincar daquele jogo com ele.
Alguém com o status e a posição de Ulisses podia brincar do que quisesse e da forma que quisesse, apenas seguindo seus próprios desejos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata
Continua bloqueado os capitulos do 30 a 144, como podemos ler os outros gratuitos assim?????????...
Poxa....Desbloqueia do 30 ao 144, pq do 145 para frente estão desbloqueado....
Pq tá bloqueado do 30 até o 144, e não bloqueado do 145 até o 165?...
Não vai abrir os capítulos gratuitos? Quero muito ler!...
Vai ter atualização?...
Esse livro é muito bom! Libera mais capítulos grátis por favor!...