Que história de "ter nojo", de "tormento pior que a morte"? Ouvir aquilo só serviria para asfixiar ainda mais qualquer pessoa que estivesse sendo "consolada".
Se fosse no passado, Luana provavelmente teria caído nessa armadilha de inferioridade de forma cega.
Mas agora, a dor a havia despertado. Ela enxergava com clareza a verdadeira face de Adriana e não seria mais sugada por aquela manipulação psicológica.
— Em primeiro lugar, a culpa não é minha. Eu me recuso a carregar o peso dos erros imundos dos outros. Em segundo lugar, eu sou a vítima dessa história. Foi o Luciano quem agiu de forma desprezível e covarde. Por que eu deveria me menosprezar? Foram eles que cometeram o crime, são eles que devem sentir culpa e repulsa de si mesmos!
Adriana ficou em choque. Ela não esperava uma resposta tão afiada e desprovida de culpa vinda de Luana.
Isso não era um bom sinal.
Apressou-se em consertar o tom:
— Luana, você tem toda a razão, a culpa é totalmente deles. Mas o fato é que isso aconteceu com você. Não importa o que digam, você já... você já foi manchada. Se isso vazar para a sociedade, o que as pessoas mais vão julgar é a sua honra, a sua reputação...
— E por que eu deveria me importar com o julgamento alheio? Se as pessoas preferem condenar a mim, a vítima, em vez de quem cometeu a crueldade, então o problema está no caráter delas, não no meu.
Por um momento, Adriana ficou sem ter como rebater a lógica irrefutável.
Pensou um pouco antes de tentar outro ângulo:
— Luana, por mais que a gente discuta isso, nós, mulheres, somos sempre as maiores prejudicadas. Se você pedir o divórcio e isso virar um escândalo público, nem vou falar dos outros, mas o papai e a mamãe não vão suportar a vergonha.
— Irmã — Luana respondeu com um riso frio, o olhar distante —, se você e nossos pais realmente se importam comigo, neste exato momento deveriam estar repudiando a atitude asquerosa do Luciano, em vez de me chantagear emocionalmente para engolir tudo calada. Você realmente se importa comigo?
— Claro que sim! — Adriana afirmou de forma categórica, mas defensiva. — Eu sou sua irmã mais velha, como eu não me importaria? Eu quero a sua felicidade mais do que qualquer pessoa no mundo!


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata
Continua bloqueado os capitulos do 30 a 144, como podemos ler os outros gratuitos assim?????????...
Poxa....Desbloqueia do 30 ao 144, pq do 145 para frente estão desbloqueado....
Pq tá bloqueado do 30 até o 144, e não bloqueado do 145 até o 165?...
Não vai abrir os capítulos gratuitos? Quero muito ler!...
Vai ter atualização?...
Esse livro é muito bom! Libera mais capítulos grátis por favor!...