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Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata romance Capítulo 400

Ao longo de toda a adolescência, a sua vida havia sido controlada por Adriana.

Todos os seus amigos e colegas de turma tinham sido comprados por Adriana.

Ninguém acreditava nela.

Ulisses ter dito aquelas palavras foi ao mesmo tempo uma surpresa e uma fonte de profunda gratidão para Luana.

Ela levantou, fez sua higiene e se preparou para sair.

Mas assim que foi trocar os sapatos, seu telefone tocou.

Era Ulisses.

Ulisses havia trabalhado até depois das onze da noite e não ousara ligar para não acordá-la.

Ele finalmente terminara de trabalhar e deu folga a todos os funcionários.

De manhã cedo ele havia ido se exercitar, e então, ao ver a hora, decidiu ligar.

Luana logo atendeu.

— Já levantou? — perguntou Ulisses.

Luana soltou um murmúrio afirmativo.

— Algum plano para hoje?

Luana, com medo de que ele ficasse preocupado por ela estar passando o ano novo sozinha, apressou-se em dizer: — Eu vou fazer umas Compras de Fim de Ano. Fique tranquilo, eu estou bem.

— Desça. — Ulisses disse: — Eu te acompanho.

— Hã? — Luana ficou boquiaberta: — Você já está aqui?

— Chego na porta em três minutos.

Ulisses já estava no caminho.

Ele havia dispensado até mesmo o motorista; havia apenas dois guarda-costas no carro de trás.

Portanto, naquele dia, ele mesmo estava dirigindo.

Luana desceu e encontrou Ulisses acabando de estacionar.

Ele desceu do carro. Por estar dirigindo, não usava casaco, mas continuava vestido com um terno completo.

A menos que estivesse se exercitando ou ficando em casa, Ulisses nunca experimentava outro estilo de roupa.

Luana se aproximou: — Você chegou.

Ulisses também olhou para ela.

Ela ainda vestia aquele mesmo casaco de plumas branco; o colarinho felpudo contrastava com a sua pele de porcelana. Ficava linda nela.

Ulisses quis comprar de tudo para ela.

Roupas, joias, bolsas.

— Para onde você quer ir? — perguntou Ulisses: — Já se decidiu?

— Tem um grande supermercado não muito longe daqui... — Luana disse, mas lembrou que, perto das festas, o local estaria lotado.

Além de ser um supermercado popular, no qual Ulisses provavelmente nunca pisara.

Ao pensar na possibilidade de deixar Ulisses em meio a um mar de pessoas para comprar mantimentos, ela concluiu que era melhor esquecer a ideia.

Sem mencionar o risco de amarrotar aquele terno caríssimo.

Ela buscou no celular por um mercado de importados e exibiu para Ulisses: — Vamos para cá.

Ulisses deu uma olhada: — Certo.

A única coisa que Luana não esperava é que aquele supermercado também estaria cheio de gente.

Para Luana, todos os produtos que haviam ali pareciam caríssimos.

Porém, hoje as coisas pareciam não ter valor monetário, dado o tamanho da multidão comprando tudo enlouquecidamente.

Diante da cena, Luana recuou: — É melhor... não entrarmos.

Ulisses, já em posse de um cesto, perguntou: — Por quê?

— Tem muita gente.

— Não tenha medo. — Ulisses segurou sua mão: — Você não vai se perder.

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