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Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata romance Capítulo 452

As duas conversaram por um longo tempo antes de desligarem.

Depois do jantar, as pernas de Luana ainda estavam um pouco bambas, mas não havia jeito, ela precisava voltar para arrumar suas coisas.

Ela dormira ali na noite anterior e não tinha pijama, então, depois do banho, acabou vestindo uma das camisas de Ulisses. Naquele momento, o olhar que ele lhe lançou a fez sentir como se estivesse sendo completamente despida.

Por isso, ela queria voltar correndo para pegar as próprias roupas.

Usar as roupas de Ulisses era perigoso demais.

Era muito fácil fazer com que ele se transformasse em um lobo faminto, feroz e implacável.

Era como se ele virasse uma pessoa completamente diferente do Ulisses de sempre.

E foi por isso que ela exigiu dormirem em quartos separados.

O principal motivo era que as necessidades dele nessa área eram um tanto exageradas, indo muito além do que ela podia aguentar.

Mas Luana também tentou compreender o lado dele. Afinal, era a primeira vez dos dois. Como ele nunca havia experimentado a vida íntima de um casal antes, era aceitável que exagerasse um pouco no começo.

Desde que não fosse sempre assim no futuro, estava tudo bem.

Luana só não sabia que já não tinha mais escolha.

Ao descer as escadas, Ulisses segurou sua cintura, e Luana apoiou quase todo o peso do próprio corpo nele.

Não era frescura; ela realmente estava sem energia.

Quando saíram do elevador, Ulisses perguntou:

— Quer que eu te carregue?

Luana lhe lançou um olhar feio e começou a andar com as próprias pernas.

Ulisses a seguiu com um sorriso no rosto.

Quanto mais conviviam, mais ele percebia que, embora a personalidade de Luana parecesse gentil e serena, ela também tinha seu próprio temperamento forte.

Ele achava isso adorável.

Quando chegaram ao apartamento de Bruna, ela abriu a porta para eles e piscou maliciosamente para Luana:

— Irmão, cunhada, vocês voltaram!

Luana não sabia se ria ou se chorava.

Embora Ulisses gostasse de ouvir aquilo, ele sabia que Luana estava morta de vergonha.

Ele olhou para Bruna e disse:

— Não chame ela assim, ainda não nos casamos.

— Entendi! — Bruna respondeu na mesma hora: — Então não vou chamar por enquanto, só depois do casamento!

Enquanto Luana entrava no quarto para arrumar as coisas, Ulisses aproveitou para enviar uma transferência generosa para Bruna.

Pelo visto, ele havia gostado muito da sensatez dela.

— Quero te beijar.

— Não quero... — Luana tentou se esquivar. — Não pode!

— É só um beijinho — ele disse. — Não vou fazer mais nada.

O ato de beijar era algo muito bonito para Luana.

Ela também gostava de beijá-lo.

O problema era que, entre um beijo e outro, ela sempre ficava meio tonta.

Quando percebeu, Ulisses já havia tirado suas roupas e começado a fazer outras coisas.

Quando Luana pensou em resistir, já era tarde demais.

Ela teve vontade de chorar.

Felizmente, Ulisses levou em consideração o estado físico dela e não a forçou demais.

Como os dois não tinham parado um segundo o dia todo, Ulisses teve medo de exauri-la e a deixou em paz depois de pouco mais de meia hora, abraçando-a para dormir.

Luana finalmente conseguiu dormir a noite toda e, ao acordar no dia seguinte, já se sentia muito melhor.

Ulisses olhou para sua pele perfeitamente macia e delicada e não conseguiu resistir à vontade de beijá-la de novo.

Como resultado, desta vez, Luana não deixou que ele lhe desse um beijo sequer.

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