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Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata romance Capítulo 48

— Não pense muito nisso — disse Clarice. — Há mais uma coisa pela qual preciso pedir desculpas.

Luana franziu a testa, confusa.

— O quê?

— Eu marquei um encontro com o Ulisses.

Luana levantou-se num salto.

Clarice segurou-lhe o braço:

— Escute-me primeiro.

Luana já começava a sentir as mãos e os pés dormentes e as palmas das mãos suadas.

Antes, quando Luciano a tocava, ela sentia vontade de vomitar.

Agora, apresentava novos sintomas.

Só de ouvir o nome de Ulisses, todo o seu corpo reagia com profundo mal-estar e aversão fisiológica.

— Eu não quero vê-lo...

A voz de Luana tremia incontrolavelmente.

Percebendo que havia algo muito errado, Clarice levantou-se e a abraçou:

— Luana, o que foi? Você está tremendo!

Os olhos de Luana encheram-se de lágrimas.

— Clarice, eu não quero vê-lo! — Ela enxugou as lágrimas de qualquer jeito e afastou Clarice.

Pegou o casaco e a bolsa, e declarou com a voz embargada:

— Sinto muito, Clarice, mas aja como se eu nunca a tivesse procurado!

Virou-se e caminhou em direção à porta.

Clarice tentou impedi-la:

— Luana! Tudo bem, não precisamos vê-lo, não tenha medo...

— Eu estou falando sério. — Luana olhou para ela com os olhos vermelhos. — Clarice, obrigada, mas finja que nunca nos conhecemos!

Após dizer isso, desvencilhou-se das mãos de Clarice, abriu a porta e saiu.

Clarice franziu a testa, mas não correu atrás dela.

Ao revelar a sua relação de parentesco com Ulisses, ela já havia considerado que essa poderia ser a reação.

No fundo, Luana ainda não acreditava que ela fosse capaz de priorizar a justiça em detrimento da própria família.

Além disso, marcar um encontro com Ulisses sem avisá-la primeiro gerou ainda mais desconfiança.

De fato, tinha sido uma falha da sua parte.

— Você causou um grande trauma a ela. É perfeitamente normal que não queira olhar para a sua cara.

— Não fui eu.

Clarice piscou, confusa.

— O quê?

— O que aconteceu naquela noite foi um mal-entendido — explicou Ulisses, sem outra escolha a não ser contar a verdade. — Luciano a entregou na cama de Kléber. Eu cheguei a tempo de impedir o pior.

— É mesmo? — Clarice franziu a testa, lembrando-se das palavras de Luana. — Isso não bate. A Luana me disse claramente que se lembra do que você fez a ela. Ulisses, afinal, você a violentou fisicamente ou não?

Ulisses, em toda a sua vida, nunca soubera o que era sentir vergonha.

Mas hoje, diante de sua prima, não sabia como admitir a própria perda de controle na noite anterior.

Ele a abraçara, beijara e vira o seu corpo nu.

Embora não tivesse chegado às vias de fato com Luana, era muito difícil se explicar.

Observando a hesitação no rosto dele, Clarice deixou de confiar plenamente nele.

— O que realmente aconteceu? Você fez algo e não tem coragem de admitir?

Ulisses baixou o olhar, ajustou os botões das abotoaduras com elegância, virou-se e declarou antes de sair:

— Eu mesmo explicarei a ela.

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