Luana disse isso apenas brincando.
Pensando bem, era impossível.
Quem diria que Ulisses a olharia e concordaria com a cabeça: — Pode ser.
— Você... — Luana riu, meio incrédula. — O que é isso, eu estava brincando.
— Eu levei a sério.
Luana se rendeu: — Tá bom, tá bom, finja que eu não disse nada.
— Essa sua atitude parece a de um mulherengo irresponsável.
Luana se divertiu com a observação dele: — Eu estava falando sério de brincadeira, você não percebeu?
Ulisses disse: — Eu já tenho muito pouco contato com o sexo oposto mesmo. Se no trabalho houver alguma interação, eu sempre mantenho a distância e os limites.
Luana se apressou em dizer: — Eu acredito em você.
— Eu não vou te trair. — disse Ulisses. — Por isso, você não precisa se preocupar.
Luana disse: — Como fomos parar nesse assunto? Claro que eu confio em você.
Luana pensou por um momento e acrescentou: — Mas, já que tocou em traição... Se, estou dizendo se, no futuro o amor acabar, a gente deve avisar o outro imediatamente, e não fazer coisas que magoem o outro...
Antes que ela pudesse terminar a frase, Ulisses parou o carro e encostou no acostamento.
Luana viu aquilo e perguntou: — O que foi? Não pode estacionar aqui.
— O que foi que você acabou de dizer?
Luana o empurrou levemente: — Ai, vai dirigindo, estacionar aqui dá multa e tira pontos da carteira.
— Tira os meus pontos, eu pago a multa. — Ulisses inclinou-se. — Repita as palavras que você disse agora mesmo.
Só pela expressão dele, Luana já sabia que, se repetisse, as coisas não iam acabar bem.
Ela se apressou em dizer: — O policial vai chegar se a gente não sair logo.
— Será que eu não tenho dinheiro para pagar a multa?
Assim que ele terminou de falar, ouviu-se alguém bater no vidro do carro.
Luana soltou uma risada.
O mau humor de Ulisses desapareceu no mesmo instante.
A janela desceu, e um policial de quepe fez uma continência: — Olá, não é permitido estacionar aqui.
— Se não calar a boca agora, eu te beijo.
Luana ficou quieta na mesma hora.
Ela tinha percebido: no fundo, Ulisses era um homem bastante tradicional.
Se não fosse pela insistência dela naquela época, ele não a teria tocado.
É bem provável que ele fosse esperar que os dois ficassem noivos para que pudessem ter contato íntimo.
Exatamente como a velha guarda: casou, é para a vida toda.
Bem diferente dos jovens de hoje em dia, onde tantos se casam e se divorciam num piscar de olhos. Nesses anos, os índices de tudo o mais caíram, apenas as taxas de divórcio subiram em disparada.
Os dois caminharam de mãos dadas o percurso inteiro. Ao chegarem ao estacionamento da exposição, Ulisses desligou o motor, mas não se moveu.
Luana quis soltar a mão, mas ele a apertou com mais firmeza.
Sem escolha, ela se aproximou e lhe deu um beijo no rosto: — Pronto, fui eu que falei besteira. Nós dois, sem dúvida, envelheceremos juntos até termos cabelos brancos, pode ser assim?
— Sua atitude não está correta. — disse Ulisses. — Vou te dar uma chance para reformular a frase.
— Eu errei. — Luana corrigiu logo a postura. — Eu não deveria ter tido esse tipo de pensamento.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata
Continua bloqueado os capitulos do 30 a 144, como podemos ler os outros gratuitos assim?????????...
Poxa....Desbloqueia do 30 ao 144, pq do 145 para frente estão desbloqueado....
Pq tá bloqueado do 30 até o 144, e não bloqueado do 145 até o 165?...
Não vai abrir os capítulos gratuitos? Quero muito ler!...
Vai ter atualização?...
Esse livro é muito bom! Libera mais capítulos grátis por favor!...